Lula extrapolou mais uma vez esta semana ao expor seus pensamentos sem qualquer filtro.
Em Belém do Pará, ao tratar da importância de se fazer exame de próstata como prevenção ao câncer, disse que os homens são covardes, porque têm medo de fazer exame de toque.
Essa ofensa poderia ser evitada se Lula tivesse algum senso de ridículo, enfatizando que seria necessário superar certos preconceitos, etc. Mas não, com seu estilo agressivo, o infeliz foi logo chamando todos os homens de covardes.
Segundo parcela expressiva dos seus apoiadores ideológicos, ele tem uma espécie de salvo-conduto para dizer bobagem, por ser ignorante. Qualquer delinquência, vinda de Lula, pode.
O candidato a presidente pela sétima vez não parou por aí. No mesmo palanque, disse que as mulheres são acostumadas a receber toques. “As mulheres aprendem a tomar toque desde pequenas.”
Ora, se o assunto era câncer, o exame de toque em mulheres começa na fase adulta e não na fase infantil. Assim, o ex-presidiário deixou margem para interpretações sobre abuso sexual em crianças. Novamente, vêm seus defensores explicar que não é bem isso o que ele quis dizer, etc.
Nunca o que Lula diz é o que Lula quis dizer, porque ele é assim mesmo, fala o que lhe vem à telha, mas sempre com as melhores das intenções. A pergunta é: e se fosse Flávio Bolsonaro o autor dessas pérolas?
A casa teria caído para o lado do adversário e a corrente-para-frente, que faz a campanha de Lula nas redes sociais, estaria alucinada, contabilizando likes adoidado, como se cada clique fosse um voto novo no apedeuta.
A imprensa já tratou deste assunto de forma exaustiva, eu sei. Mas o eleitorado antiLula está tão irritado com este tipo de conduta que não se aguenta. Enquanto isso, Lula se esforça cada dia mais para ampliar essa irritação.
Não é à toa que Flávio está resistindo tanto aos encantos lulistas e garante seu empate técnico. Porque não há encanto algum em Lula. Como diria meu professor de filosofia, parodiando Adorno, não existe mais enigma a ser desvendado.
Há, sim, um movimento silencioso em direção a Flávio. Não porque ele seja o candidato desejado, mas porque ninguém aguenta mais tomar dedada de Lula.





