O mundo vai acabar. Esta é a mensagem dos lulistas e petistas em caso de vitória de Flávio Bolsonaro também no segundo turno. Mas ninguém fazia esse discurso alarmante antes do primeiro turno, porque tinha a certeza de que Lula seria o vencedor.
Vamos trabalhar com o conceito de honestidade e moralidade. Se você sabe que está disputando uma vaga com um homem que pode destruir o país, no mínimo você se posiciona a esse respeito e não vai à disputa.
Você grita ao mundo que aquele homem poderá trazer a desgraça à terra e denuncia o impostor devido à sua ficha corrida, aos seus discursos etc. Mas, se você aceita o desafio, não adianta ficar com frescura depois. Inclusive, soa como um gesto feio, de covardia, falso para dedéu.
Comparativamente, Lula tem tantos defeitos quanto Flávio, e a ficha corrida de cada um se equipara, em qualquer quesito, seja corrupção, moralidade ou ideias tortas sobre democracia, economia etc.
Portanto, se você vai à disputa, é porque aceitou o adversário e, no mínimo, tem que prever a possibilidade de derrota. Ou você é muito burro, o que não é a verdade. Lula ficou feliz, inclusive, de seu adversário ser Flávio, por considerá-lo fraco.
Depois que a previsão da esquerda (de vencer no primeiro turno) foi por água abaixo, agora vem o terror e essa turma quer que o eleitorado acredite em suas lives desmedidas. Sim, o terror vem pelas redes e junta uma porção de invencionices doentias.
No mínimo, há uma desonestidade nessa conduta, uma vez que Flávio Bolsonaro seguiu todos os quesitos do processo que o validou para a disputa. O brasileiro não é ingênuo e entendeu que, se estava na disputa, poderia ser escolhido e fez a sua escolha.
Esta não é uma eleição normal. Tanto é que foi o voto útil que deu a vantagem a Flávio Bolsonaro. O eleitorado moderado aguardou até o último momento para decidir e não quis correr o risco de ver Lula novamente cantando de galo.
A alternância de poder é a alma da democracia. Lula já teve três mandatos para fazer o que tinha que fazer. Além do assistencialismo para se perpetuar no poder, não fez mais nada. O eleitorado se cansou dele e resolveu fazer uma nova aposta.
Claro que não há bola de cristal que preveja o vitorioso. As empresas de pesquisa acreditam que Flávio Bolsonaro leva. Se for essa a decisão da maioria, que assim seja. Ninguém estaria dando carta branca a ninguém com isso. Tanto é que há novas composições partidárias para este segundo turno. Basta ver os nomes e legendas que declararam apoio a Flávio.
A única coisa que de fato acontecerá, se Flávio Bolsonaro for eleito, é a alternância de poder e aplicação de uma política de governo no mínimo diferente da de Lula. Suponho que seja por isso que Flávio está na frente.
Não existe nada mais saudável em um sistema democrático do que a alternância de poder. “Ah, mas Flávio é filho de Jair Bolsonaro, que quis dar um golpe no país”. Menos, Batista. Não foi assim que a sociedade interpretou o ocorrido.
Além de o fato ter sido uma idiotice bolsonarista, não aconteceu nada de tão grave além das narrativas lulistas e petistas e do Supremo sobre o que de fato se deu. Sem contar que o Supremo estava se excedendo em suas decisões para ganhar terreno e proteger seus principais quadros das relações com Vorcaro, que viria à tona. Corrupção Suprema.
Digo sobre o golpe que tudo se resolveria com uma punição exemplar a Jair Bolsonaro, mas não precisava ser o excesso que foi, com a moralidade doidivanas de corruptos togados. Novamente, afirmo, a sociedade percebeu os excessos.
Por isso, dar uma de Antônio Conselheiro agora, dizendo que o céu vai cair do céu se a oposição vencer nas urnas, é, no mínimo, uma bobagem e um desespero de causa. Além de que, um desrespeito ao eleitorado. Sem contar que o céu não cai do céu, como diria o poeta Paulo Leminski.





