A inconsistência do segundo pelotão
Caiado e Zema colocam parcela dos seus eleitores em dúvida de voto
A pesquisa BTG/Nexus divulgada hoje (10) sobre a corrida presidencial traz uma informação importante. Os potenciais eleitores de Caiado e Zema não estão tão confiantes em seus candidatos como estavam, porque nenhum dos dois dá a segurança necessária para ser uma escolha definitiva. Ou seja, seus eleitores até declaram que votarão neles, mas o índice daqueles que podem mudar para outros nomes ao longo da campanha tem aumentado.
O resultado da pesquisa, divulgado pelo site oantagonista, não traz detalhes sobre esta possível mudança. Para onde eles iriam? Traz apenas que houve uma queda na certeza de voto. Os eleitores de Ronaldo Caiado dispostos a não mudar mais o voto caíram de 49% em 3 de agosto para 38%. No caso de Romeu Zema, a queda foi ainda maior. Na semana passada, 57% de seus eleitores na simulação de primeiro turno estavam convictos da escolha. Agora, eles são 34%.
A insegurança pode demonstrar que, na hora H, parcela desse eleitorado escolha um dos dois candidatos que estão liderando, no caso, Lula e Flávio Bolsonaro. Porque até agora nenhum dos três nomes do segundo pelotão (Caiado, Zema e Renan) oscilou positivamente, demonstrando alguma mudança de tendência entre eles.
Por serem considerados candidatos conservadores, seus eleitores tenderiam a migrar, em sua maioria, para Flávio Bolsonaro ou até para o voto branco e nulo. Mas esta movimentação só será possível observar com o aprofundamento da pesquisa. O fato é que, segundo a pesquisa, em simulação de segundo turno, Lula se mantém na liderança com 47% das intenções de votos e Flávio com 44%.
Devido à margem de erro de 2%, eles estão tecnicamente empatados. Somente Caiado consegue empatar com Lula no segundo turno, no limite da margem de erro. Lula teria 46% dos votos e Caiado 42%. Zema e Renan perderiam para Lula.





