Ai, que dureza
Um Brasil que revelou o que pode fazer de pior em um momento sensível
Análise pós-jogo é fácil. Mas vamos lá. Não foi fácil torcer para o Brasil contra Marrocos. Ainda no primeiro tempo, avesso a todas as expectativas preliminares, achei que o Brasil seria goleado. O gol do adversário foi tão bonito que me levou a crer no pior.
Vini Jr. fez sim um belo gol, sem dúvida. Mas só. Não jogou mais. Paquetá, que eu achava que seria um destaque, desapareceu. Tanto é que foi trocado de fato por Ancelotti. Péssima foi a atuação de Igor Thiago, que errou a cabeçada na bola de forma humilhante.
No segundo tempo, o time verde e amarelo marcou presença, mas sempre de forma inferior ao adversário, que sabia tocar bola e dominou completamente o meio de campo. Faltaram detalhes para o Brasil deixar o gramado de cabeça baixa. 1 a 1 ficou de bom tamanho.
O que aconteceu? Nada de diferente. O jogo, para mim, pareceu previsível. O monte de craques nacionais não formou um time. Há quem diga que faltou Endrick no ataque. Não sei se isso mudaria muito. De que vale um bom centroavante se a bola não chegar aos seus domínios?
Não adianta criticar Ancelotti. Ele não errou. Colocou os melhores em campo. Mas não adiantou. Raphinha foi uma tragédia. Não jogou um minuto sequer. No meu entender, as próximas partidas devem ser usadas para acertar o elenco. Fazer novos testes e esperar que algum ajuste funcione.
Se houver um ponto de sintonia, em que a articulação seja a palavra de ordem; se houver um craque que brilhe como se espera – isso não significa fazer um gol bonito e desaparecer --; se os talentos nacionais jogarem ao menos o que sabem, talvez o Brasil tenha alguma chance de chegar às oitavas.
Senão, vergonhosamente, estaremos em mais uma Copa do Mundo apenas para cumprir tabela, com Ancelotti ou sem Ancelotti. Torço sempre para que algo surpreendente aconteça. Mas, como se diz, não se pode esperar algo de onde menos se espera.





