Evidentemente, a tese de pacificar o país será um acordão entre STF e Congresso Nacional. Reduz-se pena aqui, engaveta-se processo ali e todo mundo fica feliz para trabalhar pelo Brasil. Resolvido!
Como se o país tivesse passado por um surto psicótico de corrupção e perseguição que fugiu do controle do bom senso. Na pacificação, sejamos mais generosos, acalmaremos os ânimos e seguiremos em frente. Nada que uma boa dose de Olanzapina não resolva.
Com essa nova perspectiva de paz e amor, elegem-se Alcolumbre (presidente do Senado), Hugo Motta (Câmara dos Deputados) e indicam-se mais alguns políticos petistas para o STF. Tudo dentro da normalidade. Ah, com Alexandre de Moraes presidente da Suprema Corte, evidentemente.
Mas o eleitor quer apenas paz para trabalhar? Será isso mesmo? A eleição de senadores que se dizem de direita foi apenas para figuração e para acalmar os ânimos?
A parte azul do país vai se deixar levar por uma narrativa tão chinfrim e tão de acordo com o protocolo da máfia? O Centrão, que ontem era bolsonarista, está vendo o futuro com filtros rosas.
O colo de Lula é macio e cabe todo mundo; eles sabem disso. O fisiologismo agradece. Kassab agradece. Valdemar da Costa Neto agradece. Mas será que o eleitor da oposição ao petismo agradece?
Há especialistas no assunto trabalhando “pelo bem do Brasil” e tentando mostrar que agora temos um novo presidente e tudo vai funcionar. O que não funcionou em três mandatos, agora vai.
Lula envelheceu e está bem mais tranquilo, vão dizer. Podemos rir após uma eleição tão manipulada por sentimentos de medo e ódio? Não dá para crer.
Prefiro que sejam mais quatro anos de ação assertiva dos parlamentares e governadores de oposição, que entendem o que significa essa tese de paz e amor. Vai ser paz para colocar as mãos mais no fundo do bolso do contribuinte, como tudo indica na tal reforma tributária.
Por trás do manto da normalidade há um mundo de interesses, os mais doentios, que precisam ser desvelados. O Brasil não pode ser ingênuo com a tese de pacificação, sob o risco de ser engambelado pelos mais pilantras nesse jogo de poder. Alerta!





