Aumentam os atendimentos por picadas de escorpiões em Piracicaba
As ocorrências podem diminuir em 2026, se forem aplicadas recomendações simples feitas pela Secretaria Municipal de Saúde
Escorpião amarelo, tipo mais comum em Piracicaba. Foto: divulgação
Houve um aumento no número de pessoas atendidas pela rede de saúde em Piracicaba, de 2024 para 2026. Em 2025, o Departamento de Saúde Regional - DSR, órgão do governo estadual, registrou 3.687 casos de pessoas picadas por escorpiões em Piracicaba. No ano anterior, houve 3.458 casos registrados pelo mesmo órgão.
Todos os anos, é comum encontrar escorpiões na época do ano mais quente, entre os meses de setembro e março, na área urbana, principalmente nas casas, mas também em outros imóveis da área urbana. O calor e a umidade favorecem sua reprodução e proliferação.
No entanto, a Secretaria Municipal de Saúde, através da Vigilância Epidemiológica e do Centro de Controle de Zoonoses, no intuito de informar a população e contribuir com a diminuição das ocorrências, vem divulgando informações sobre como lidar com este problema, para a diminuição de pessoas picadas, a prevenção da presença dos escorpiões, o encaminhamento de pessoas vitimadas ao atendimento de saúde e outras recomendações comprovadamente eficazes.
O que fazer em caso de picada
A dor intensa e imediata no local do corpo afetado é o principal sinal de alerta. Crianças de até 10 anos que choram sem parar e vomitam, indicam sinais de que precisam ter atendimento médico imediato. O serviço de saúde deve ser procurado o mais rápido possível, pois a soroterapia deve ser iniciada em até 1h30 após a picada.
No momento em que se constata a picada, e também quando se encontra um escorpião, é importante manter a calma para garantir a segurança. Não se deve tentar capturar o animal usando diretamente as mãos, e sim, pinças longas ou objetos que mantenham a distância, como vassouras.
Caso o cidadão encontre um ou mais escorpiões e consiga capturá-los, deve entrar em contato com o Centro de Controle de Zoonoses, pelo número 156 ou pelo telefone 3427-3008.
Em Piracicaba, os pontos que disponibilizam o soro antiescorpiônico são a Santa Casa de Misericórdia (av. Independência, 953, bairro Alto) e a UPA da Vila Cristina (r. Dona Anésia, 950, bairro Jaraguá). O tratamento é gratuito e oferecido pelo SUS.
Prevenção
Estas ações já foram comprovadas como eficientes para prevenir, diminuindo ou eliminando a presença dos escorpiões em casas e outros imóveis:
- Manter quintais e terrenos limpos;
- Eliminar entulhos e materiais de construção acumulados;
- Vedar frestas, ralos e soleiras;
- Controlar a presença de baratas, principal alimento dos escorpiões;
- Guardar caixas e brinquedos sempre fechados e em locais protegidos; evitar amontoados de qualquer material, como roupas, caixas e objetos, onde os escorpiões podem se abrigar.
Inseticidas químicos não funcionam para matar ou prevenir a presença de escorpiões, pois estes animais são muito resistentes a estes produtos. Quando os inseticidas são aplicados, a reação mais comum dos escorpiões é saírem dos locais onde estavam alojados, ocasião em que podem picar pessoas, uma reação contrária à que se desejava no início. Portanto, as medidas preventivas de higiene mencionadas acima são mais eficientes do que a aplicação de venenos e inseticidas.
A Prefeitura Municipal tem feito o trabalho de desinsetização para controle de baratas nos bueiros das ruas e avenidas da cidade, procurando eliminar a principal fonte de alimento dos escorpiões na área urbana.
Os cemitérios da cidade tem os escorpiões capturados todas as semanas pelo Centro de Controle de Zoonoses. Os escorpiões capturados são enviados ao Instituto Butantan para coleta de veneno, utilizado para produção de soro antiescorpiônico.
Outras informações e orientações sobre prevenção, educação e orientação sobre animais peçonhentos podem ser solicitadas pelo número 156 e, caso seja necessário, uma equipe do Controle de Zoonoses agendará uma visita ao local.



