Equipe da divisão de Proteção Animal de Piracicaba conseguiu remover artefato que estava preso ao corpo de capivara
Animal é uma fêmea adulta e, após avaliação clínica, foi constatado que estava em bom estado geral de saúde
Na noite de ontem (2), equipe da Divisão de Proteção Animal, que faz parte da Secretaria Municipal de Agricultura, Abastecimento e Meio Ambiente, conseguiu remover o artefato que estava preso ao corpo da capivara avistada recentemente no município. Tratava-se de uma fita plástica. A ação foi resultado de semanas de acompanhamento técnico e planejamento, garantindo a segurança da fêmea e de seu grupo familiar durante todo o manejo.
A fêmea é adulta e, após avaliação clínica, foi constatado que estava em bom estado geral de saúde. O objeto, uma fita de plástico fino, não estava apertado e, por isso, não provocou ferimentos profundos. No entanto, o atrito constante causou uma alopecia (queda de pelo) localizada na região de contato.
De acordo com a equipe técnica, é possível concluir que o material não foi colocado intencionalmente por mãos humanas. A hipótese mais provável é que a própria capivara tenha se enroscado acidentalmente no plástico durante seus deslocamentos.
Após a retirada do artefato, o animal permaneceu em observação durante a noite. Como medida preventiva, foram administrados antibiótico, anti-inflamatório e medicamento para controle de carrapatos.
Antes do amanhecer, a capivara foi solta em segurança e retornou ao convívio com seu grupo familiar.
Artefato era uma fita plástica e, provavelmente, a capivara se enroscou acidentalmente
MONITORAMENTO – A Secretaria-Executiva de Meio Ambiente monitora com frequência os núcleos de capivaras nas proximidades da avenida Cruzeiro do Sul e no Parque da Rua do Porto, onde é comum ocorrências de ferimentos decorrentes de disputas territoriais entre indivíduos do mesmo grupo — comportamento natural em animais que vivem em bando e que, na maioria das situações, não exige intervenção direta.
Por isso, a Divisão de Proteção Animal reforça que o manejo de animais silvestres de vida livre exige planejamento técnico criterioso, especialmente no caso de espécies semiaquáticas como a capivara. Por isso, sempre que um animal silvestre for avistado ferido ou em condição que demande atenção, a orientação é para que a população não se aproxime, não tente alimentar, fotografar ou seguir. A movimentação excessiva e a curiosidade deixam as capivaras mais ariscas e estressadas, o que dificulta a atuação técnica e pode atrasar intervenções necessárias.




