Crédito: Fábio San Juan / Microsoft Designer AI generator
Pensei que a ousadia de Pablo Marçal em quebrar a monotonia dos debates chaaaaatos na TV fosse alçar voos mais criativos.
Já que não podia mesmo esperar ser surpreendido com a qualidade de suas propostas, nem com qualidades de sua integridade moral, como honestidade, civilidade e verdade, muito menos com sua competência política nunca testada, esperava que houvesse algum golpe de originalidade na manga do coach mais criativo do Brasil.
Um voo criativo no quesito espetáculo. Pensado por iniciativa própria, e não só uma reação. Um poema torto de sua própria lavra.
No debate de ontem, no Flow News Podcast, fomos surpreendidos com a previsível, embora indesejada, agressão física de um dos seus assessores contra o marqueteiro de Ricardo Nunes, o atual prefeito da cidade.
Dar uma sova, e não só metaforicamente, nos inimigos políticos, é um ato de macheza finalmente realizada, antes somente anunciada por Bolsonaro. Agora o político macho, que resolve tudo no braço, é realidade, embora terceirizado para o pau mandado do assessor pago.
Foi o clímax decepcionante do crescendo nas atitudes infantis de Marçal nos 45 minutos do segundo tempo do debate.
Depois da cadeira atirada por Datena, em outro debate, Pablo “mais sábio que Salomão” Marçal talvez tenha ficado insatisfeito em posar apenas como vítima. Pegou mal ter fingido que a mão enfaixada não estava machucada, uma costela anunciada como quebrada, só que não. Pegou mal ter chorado as pitangas e ter apanhado, e ainda ter se vitimizado. Foi o passivo da história, pegou mal o “cuecão de couro”, mano.
Desta vez, tomou a iniciativa, decidiu ser a parte ativa.
Não sabemos como vai terminar essa história, se com a eleição do coach que delega a macheza mais ativo do Brasil ou com outra coisa. Desconhecemos até onde pode ir – ou na verdade, conhecemos bem até demais – a criatividade desses tipos, que transformam o limão em uma limonada, de forma amarga, capitalizando em cima da desonra e da desgraça.
Quem sabe ele esteja planejando criar uma Bet estilo “Tigrinho” para apostas relacionadas à eventos políticos. Vai se chamar “Tigrão”?



