O mais importante para a eleição de domingo é levá-la ao segundo turno. Diante de um cenário de medo, não vale a pena apostar tudo no voto útil. Cada eleitor deve escolher o candidato da sua preferência, mesmo que ele não tenha qualquer chance eleitoral no momento.
Uma votação livre nesta primeira etapa, sem o constrangimento dos achacadores, terá repercussão no segundo turno, pois as composições partidárias e os apoios a este ou àquele candidato darão mais clareza e segurança ao eleitor moderado na hora de fazer a sua escolha definitiva.
As composições, portanto, são fundamentais para amenizar os extremos. Assim, o eleitor moderado não ficará à mercê de um cenário doentio, como está nesta primeira fase. Além de que a vitória logo no primeiro turno poderá provocar um sentimento de arrogância ao vencedor, o que não é nada bom para o país.
Precisamos encontrar um ponto de menor estresse, para que a gestão do próximo presidente seja influenciada por pessoas mais equilibradas e sensatas, que cobrem essa sensatez do candidato que vai apoiar, para poder declarar publicamente sua aliança, com espaço no palanque.
Isso dará algum alívio ao que está acontecendo. É sabido que o processo eleitoral está extremamente polarizado e, até o momento, não adiantaram praticamente nada as medidas alucinadas de Lula para tentar arrastar eleitores desavisados para o seu lado. Ficaram muito evidentes seus truques eleitorais.
Flávio, por sua vez, assim como Lula, está enrolado em suspeitas de crimes, os mais diversos, e cercado de eleitores ideológicos. Infelizmente, são esses os nomes na dianteira das pesquisas de opinião. Não há o que fazer. Um ou outro terá que comandar o país nos próximos quatro anos.
Torcer para que o pleito se encerre no domingo (4), considero um erro estratégico. Se não há alternativa, que ao menos esses dois (Lula e Flávio) sejam obrigados a compartilhar espaços com candidatos da terceira via em uma eventual vitória.
Vale destacar que Lula prometeu compartilhar espaço com seus apoiadores na eleição anterior, mas engoliu todos eles, sem deixá-los respirar. Vale destacar o trabalho desenvolvido por Simone Tebet e Marina Silva. Pífio.
Mas agora o jogo é um pouco diferente. Há o novato e surpreendente Augusto Cury, Ronaldo Caiado, Renan Santos e Romeu Zema. Mesmo que eles tenham sido desidratados na reta final, são nomes representativos e que podem ajudar com uma réstia de luz a iluminar o Brasil a partir de 2027.





