Luiz Beduschi, Larissa Orlandin e Pietra Cosmo Bignami - Fotos: Arquivos pessoais
Nos quatro primeiros capítulos desta série, mostramos como a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP se consolidou como uma das principais instituições de ensino e pesquisa em Ciências Agrárias do mundo. Percorremos sua trajetória de 125 anos, a contribuição científica para a agricultura e a pecuária brasileiras, os desafios que deverão orientar suas pesquisas nas próximas décadas e a ampla rede de centros, laboratórios, institutos e parcerias que amplia o alcance da escola muito além de Piracicaba.
Mas nenhuma dessas histórias existiria sem as pessoas que passaram, e continuam passando, por seus corredores. É nelas que este quinto capítulo concentra seu olhar.
Algumas acabaram de ingressar na universidade. Outras estão prestes a concluir a graduação. Há quem tenha construído carreira na pesquisa, na iniciativa privada, em organismos internacionais ou na gestão pública. E há aqueles que dedicaram praticamente toda a vida à própria Esalq. Embora pertençam a gerações diferentes, compartilham um sentimento comum: a convicção de que a passagem pela escola transformou profundamente suas trajetórias.
Pietra Cosmo Bignami acaba de iniciar o curso de Administração. Larissa Orlandin encontrou nas Ciências Biológicas uma forma de compreender e proteger a biodiversidade. Camila Ariedo de Barros Miranda e Laura Aluotto de Oliveira aproximam-se da conclusão da graduação em Engenharia Florestal. Jamille Machado Sorensen prepara-se para encerrar o curso de Agronomia. A centenas de quilômetros de Piracicaba, Gabriela Gonçalves Moreira, gerente de Pesquisa Florestal em Lençóis Paulista, aplica no setor privado os conhecimentos adquiridos na escola. Em outros caminhos, Luiz Beduschi atua em organismos internacionais e Elaine Mendonça Bernardes seguiu a carreira acadêmica. Histórias diferentes que ajudam a compreender o alcance da formação oferecida pela Esalq.
Na escola, a formação ultrapassa as salas de aula. Ela acontece também nos laboratórios, nos campos experimentais, nos grupos de pesquisa e extensão, nas entidades estudantis, nos intercâmbios, nas atividades culturais e nas relações construídas entre diferentes gerações. É uma experiência que começa no campus, mas acompanha muitos de seus alunos por toda a vida.
Para a diretora da escola, professora Thais Maria Ferreira de Souza Vieira, essa continua sendo a essência do projeto concebido por Luiz de Queiroz e Ermelinda Ottoni de Souza Queiroz. “A visão original permanece quase integralmente. Era uma visão muito humanista, baseada na formação e na valorização das pessoas. Esse continua sendo o principal objetivo da Esalq, preservando o ideal concebido por Luiz e Ermelinda”, afirma.
Ao longo de mais de um século, a participação de Ermelinda permaneceu muitas vezes ofuscada pela figura do marido. Thais considera que esse olhar vem sendo revisto. Luiz de Queiroz morreu antes da inauguração da escola, e foi Ermelinda quem acompanhou o início de suas atividades e ajudou a garantir que o projeto concebido pelo casal se concretizasse. “Quando falamos da criação da Esalq, precisamos lembrar dos dois. Eles foram visionários”, afirma.
A descoberta de um mundo maior
Pietra Cosmo Bignami entrou na Esalq esperando encontrar uma universidade reconhecida pela excelência acadêmica. O que mais a surpreendeu, porém, foi a quantidade de caminhos oferecidos para além das disciplinas obrigatórias. “Não imaginava a quantidade de portas que podem ser abertas, entre estágios, intercâmbios, grupos de extensão e atividades extracurriculares”, conta a estudante.
A impressão ajuda a explicar uma característica histórica da formação oferecida pela escola: o aluno não é preparado apenas para dominar conteúdos técnicos, mas para circular entre diferentes áreas, compreender problemas concretos e construir a própria trajetória.
Na avaliação de Pietra, a convivência entre passado e presente é uma das marcas mais bonitas do campus. “Tradição e inovação não competem entre si, elas caminham juntas. Ao mesmo tempo em que se preservam a arquitetura histórica e os costumes que atravessam gerações de esalquianos, o campus está sempre de portas abertas para novas pesquisas, tecnologias e métodos de ensino. É comum ver tecnologias muito avançadas em um prédio centenário.”
Ela espera concluir o curso preparada para enfrentar situações reais das organizações e atuar na interface entre gestão e agronegócio. Mas deseja levar consigo algo que não cabe apenas no currículo profissional: a percepção de que o trabalho deve produzir impacto social.
Não imaginava a quantidade de portas que podem ser abertas, entre estágios, intercâmbios, grupos de extensão e atividades extracurriculares”
Pietra Cosmo Bignami, estudante da Esalq
Quando imagina a Esalq aos 150 anos, Pietra não deseja apenas que a instituição preserve sua posição de referência. “Espero que continue sendo lembrada como um lugar que forma pessoas que agregam valor à sociedade, sem perder o espírito acolhedor que já é uma marca esalquiana.”
Pietra Cosmo Bignami e Camila Ariedo de Barros Miranda, estudantes da Esalq - Foto: Arquivo pessoal
Camila Ariedo de Barros Miranda, estudante de Engenharia Florestal, viveu um processo semelhante. Quando escolheu a Esalq, sabia que ingressaria em uma das principais escolas de Ciências Agrárias do País. A dimensão desse legado, no entanto, só se tornou evidente ao longo da graduação. “Depois que passei a fazer parte da comunidade acadêmica, minha visão mudou completamente. Foi convivendo aqui que entendi a relevância da instituição e o impacto que ela tem na sociedade”, afirma.
Para Camila, a Esalq representa mais do que uma formação acadêmica. “A Esalq é gloriosa pela tradição que carrega, pela excelência no ensino, na pesquisa e na extensão e pela contribuição que oferece ao País.”
A Esalq é gloriosa pela tradição que carrega, pela excelência no ensino, na pesquisa e na extensão e pela contribuição que oferece ao País”
Camila Ariedo de Barros Miranda, estudante da Esalq
Formação para um mundo em transformação
Atualmente, a Esalq oferece sete cursos de graduação e procura combinar sólida competência técnica com pensamento crítico, ética, criatividade, inovação, capacidade de resolução de problemas, trabalho coletivo e responsabilidade social.
Para a professora Wanessa Mattos, presidente da Comissão de Graduação, o desafio é preparar profissionais capazes de responder a mudanças tecnológicas, ambientais e sociais cada vez mais rápidas. “A Esalq busca formar profissionais que aliem sólida competência técnica a uma visão crítica, ética e inovadora”, explica. “Além dos conhecimentos específicos de cada área, a escola incentiva a criatividade, o trabalho em equipe, a liderança e a responsabilidade social.”
As mudanças nos currículos acompanham transformações na agricultura e na própria sociedade. Agricultura digital, biotecnologia, inteligência artificial, agricultura de precisão e sustentabilidade passaram a conviver com os fundamentos tradicionais de cada curso.
A tecnologia, contudo, diz Wanessa, não deve substituir a capacidade de análise do estudante. Na visão da Comissão de Graduação, a inteligência artificial precisa ser incorporada como ferramenta de apoio ao aprendizado, à pesquisa e à produção do conhecimento, sempre com uso ético e responsável. “A inteligência artificial deve potencializar o aprendizado e estimular a inovação, sem substituir a capacidade de análise, reflexão e criatividade que caracteriza a formação universitária”, afirma Wanessa.
Esse aprendizado não se limita às aulas. Desde os primeiros anos, os estudantes podem participar de projetos de iniciação científica, conviver com alunos de pós-graduação, atuar em grupos de extensão e estabelecer contato com empresas, produtores rurais, instituições públicas e centros de pesquisa.
Com a curricularização da extensão, implementada em 2023, pelo menos 10% da carga horária dos cursos passou a ser dedicada a atividades que aproximam os estudantes da sociedade.
A inteligência artificial deve potencializar o aprendizado e estimular a inovação, sem substituir a capacidade de análise, reflexão e criatividade que caracteriza a formação universitária”
Wanessa Mattos, presidente da Comissão de Graduação - Foto: Gerhard Waller / Esalq USP
Para a professora Sonia Piedade, presidente da Comissão de Cultura e Extensão Universitária, essa aproximação integra a própria formação dos estudantes. “A extensão é uma via de mão dupla”, afirma. Segundo ela, ao mesmo tempo em que a universidade leva conhecimento à sociedade, os estudantes ampliam o contato com as demandas dos produtores rurais e da comunidade e se aproximam das situações que encontrarão no mercado de trabalho.”
Nos últimos anos, essa relação ganhou ainda mais força. Em 2025, a Esalq ofereceu 103 Atividades Extensionistas (AEx), envolvendo 1.206 estudantes em ações realizadas junto a produtores rurais, escolas, empresas e organizações sociais. “Essa vivência transforma o estudante, porque permite aplicar a ciência na prática, desenvolvendo sensibilidade social, escuta qualificada e preparando-os para os desafios reais do futuro”, acrescenta Sonia.
Para Wanessa, essa integração entre conhecimento e realidade prepara o egresso para atuar nos setores público, privado e acadêmico, mas também para compreender as consequências sociais e ambientais de suas decisões. As experiências vividas pelos estudantes ajudam a compreender como esses princípios se materializam no cotidiano da escola.
A combinação entre sólida formação técnica, contato com problemas reais, convivência com pesquisadores e participação em projetos de extensão aparece de maneiras diferentes em cada trajetória, mas é apontada por muitos deles como um dos principais diferenciais da Esalq.
A trajetória de Jamille Machado Sorensen ajuda a traduzir, na prática, essa proposta de formação. Na Esalq, a estudante encontrou uma experiência que combina conhecimento científico, vivências práticas e contato permanente com a realidade do campo, muito além da simples transmissão de conteúdos.
Essa vivência transforma o estudante, porque permite aplicar a ciência na prática, desenvolvendo sensibilidade social, escuta qualificada e preparando-os para os desafios reais do futuro”
Sonia Maria De Stefano Piedade, presidente da Comissão de Cultura e Extensão - Foto: Gerhard Waller / Esalq USP
Waller / Esalq USP
Jamille Machado Sorensen, graduanda de Agronomia da Esalq - Foto: Arquivo pessoal
A intensidade de uma formação
Natural de Piracicaba, Jamille chegou à Esalq depois de já ter cursado um ano e meio de Agronomia em uma universidade federal. A comparação entre as duas experiências fez com que percebesse, desde os primeiros meses, particularidades da formação em Piracicaba. “Quando decidi ingressar na Esalq, o que mais me surpreendeu foi a intensidade da formação desde o início do curso. Logo nos primeiros meses, tive acesso a conhecimentos agronômicos e discussões que ainda não havia vivenciado na universidade anterior”, conta.
A intensidade mencionada por Jamille não está apenas no volume de conteúdo. Envolve a exigência de interpretar problemas, questionar soluções estabelecidas e compreender como o conhecimento acadêmico pode ser aplicado diante das situações concretas do campo. “Além da excelência teórica, a Esalq estimula constantemente o pensamento crítico e a capacidade de aplicar o conhecimento na resolução de problemas reais.”
Outro aspecto que marcou sua trajetória foi a proximidade com os docentes. “Os professores estão sempre dispostos a orientar, esclarecer dúvidas e incentivar os alunos a aproveitarem todas as oportunidades de aprendizado.”
Ao se aproximar da formatura, Jamille reconhece uma transformação que ultrapassa o domínio técnico da Agronomia. “Hoje percebo que me tornei uma profissional muito mais preparada, crítica e segura do que a estudante que chegou aqui.”
Boa parte de sua rotina foi dedicada a estudos, projetos e atividades universitárias, em uma espécie de imersão no universo agronômico. Nos grupos de extensão, encontrou um espaço para desenvolver competências que não seriam adquiridas apenas nas disciplinas. “Foi por meio deles que aperfeiçoei habilidades como trabalho em equipe, liderança, comunicação, proatividade, pensamento crítico e resolução de problemas, além de construir uma rede de contatos com profissionais e empresas de referência no agronegócio.”
No plano pessoal, a formação também exigiu amadurecimento, organização e capacidade de administrar o tempo e as responsabilidades. “A Agronomia ampliou minha percepção sobre sustentabilidade e reforçou em mim o respeito pelos recursos naturais e pela importância de produzir alimentos de maneira cada vez mais responsável.”
Além da excelência teórica, a Esalq estimula constantemente o pensamento crítico e a capacidade de aplicar o conhecimento na resolução de problemas reais”
Jamille Machado Sorensen, graduanda de Agronomia da Esalq
Mais de 3 mil quilômetros de aprendizado
Entre as experiências vividas por Jamille, uma ocupa lugar especial: a Segunda Expedição da Cana-de-Açúcar, realizada em julho de 2025. A iniciativa foi promovida pelo Grupo de Estudos em Cana-de-Açúcar, o GECA, orientado pelo professor Carlos Nascimento. Foi o primeiro grupo de extensão do qual a estudante participou.
Estudantes em atividades de extensão do Grupo de Estudos em Cana-de-Açúcar – Foto: Divulgação/Esalq USP
Durante oito dias, a expedição percorreu mais de 3 mil quilômetros e passou por nove cidades de São Paulo, Goiás e Minas Gerais. O trajeto permitiu aos estudantes conhecer diferentes etapas e realidades da cadeia produtiva da cana-de-açúcar. “A iniciativa proporcionou uma visão completa da cadeia, aproximando-nos da realidade do setor e de seus diferentes segmentos”, afirma.
A estrada transformou-se em sala de aula. Usinas, lavouras, empresas e profissionais mostraram aspectos da produção que dificilmente poderiam ser compreendidos apenas por livros ou apresentações.
Mas o aprendizado técnico foi apenas uma parte da experiência. “Mais do que todo o conhecimento adquirido, essa experiência me proporcionou amizades que levarei para a vida. Conviver intensamente com meus colegas, compartilhar desafios e conhecer realidades que jamais seriam vivenciadas apenas em sala de aula tornaram essa uma das experiências mais transformadoras da minha graduação.”
A expedição resume uma das características mencionadas por diferentes entrevistados: na Esalq, a formação prática não aparece como complemento, mas como parte do processo de aprender a observar, analisar e tomar decisões.
Sustentabilidade também
se aprende
As mudanças climáticas, a segurança alimentar e a sustentabilidade estão cada vez mais presentes nas discussões globais e na formação dos futuros profissionais. Jamille reconhece os avanços, mas considera que ainda existe espaço para ampliar o debate, especialmente na Engenharia Agronômica.
Durante sua participação em projeto da Superintendência de Gestão Ambiental, sob orientação do professor Ciro Abbud Righi, teve contato mais próximo com temas como gestão de resíduos, sustentabilidade e uso responsável dos recursos naturais. “A experiência me mostrou como práticas ambientais bem planejadas podem tornar a agricultura mais produtiva e sustentável.”
Ao mesmo tempo, Jamille avalia que essas questões ainda aparecem com maior intensidade em cursos como Gestão Ambiental, Engenharia Florestal e Ciências Biológicas. “Ampliar ainda mais essa abordagem na Agronomia contribuirá para formar profissionais cada vez mais preparados para enfrentar as mudanças climáticas, a segurança alimentar e a produção sustentável. Essa evolução já vem acontecendo, mas ainda há espaço para avançar.”
A observação revela uma característica valorizada pela própria escola: formar profissionais capazes de absorver conhecimento e também de questioná-lo, identificar novos desafios e contribuir para o aprimoramento permanente da formação universitária.
A experiência me mostrou como práticas ambientais bem planejadas podem tornar a agricultura mais produtiva e sustentável
Jamille Machado Sorensen, graduanda de Agronomia da Esalq
Ciência que precisa encontrar a sociedade
As observações de Jamille se somam às inquietações de Larissa Orlandin, estudante de Ciências Biológicas, que também defende uma ciência mais presente fora dos laboratórios.
Larissa vê a Esalq como uma instituição com potencial para ampliar a presença das questões ambientais em diferentes cursos e áreas de pesquisa. Para ela, o campus reúne projetos, laboratórios e formações capazes de promover o desenvolvimento sustentável. Ao mesmo tempo, considera que a dimensão ambiental ainda precisa ocupar espaço mais consistente em algumas disciplinas e linhas de trabalho.
Sua avaliação carrega a inquietação própria de uma geração que chega à universidade diante das mudanças climáticas, da perda da biodiversidade e da circulação acelerada de informações falsas. “O grande papel dos jovens cientistas atualmente é combater a desinformação e promover o conhecimento de forma que as pessoas mudem comportamentos”, afirma. “Apenas dentro dos laboratórios não conseguimos mudar grandes coisas. Com a população acreditando na ciência e na importância de um futuro que preze a conservação, a sustentabilidade e a biodiversidade, conseguimos ir muito mais longe.”
Larissa Orlandin, estudante de Ciências Biológicas da Esalq - Foto: Arquivo pessoal
O grande papel dos jovens cientistas atualmente é combater a desinformação e promover o conhecimento de forma que as pessoas mudem comportamentos”
Larissa Orlandin, estudante de Ciências Biológicas da Esalq
Para Larissa, estudar na escola que completa 125 anos significa assumir parte da responsabilidade por aquilo que será preservado e transformado. “É fazer parte e levar adiante a história de quem, há muito tempo, acreditou nos estudos, na ciência e na tecnologia.”
Laura Aluotto de Oliveira, estudante de Engenharia Florestal da Esalq - Foto: Arquivo pessoal
As relações que não cabem em uma disciplina
Laura Aluotto de Oliveira não sabia exatamente qual profissão escolheria quando prestou o vestibular. Gostava de exatas, mas também se interessava por biologia, sobretudo pela botânica. Ao pesquisar diferentes engenharias, encontrou um curso que reunia os dois campos.
A grade da Engenharia Florestal despertou sua curiosidade pela combinação de microbiologia, cálculo, meteorologia, políticas públicas e outras áreas aparentemente distantes. Um vídeo de apresentação do curso confirmou a identificação.
A formação, entretanto, ampliou uma visão que Laura considera ter sido inicialmente restrita. “A Esalq foi crucial para eu começar a entender as conexões entre os ecossistemas, as pessoas, os diferentes produtos e o desenvolvimento territorial”, afirma. “São tópicos que agora se tornaram indissociáveis na minha cabeça.”
A trajetória de Laura mostra como a universidade também transforma as perguntas com as quais o estudante chegou. A formação técnica continua essencial, mas passa a ser atravessada por questões econômicas, sociais, ambientais e políticas.
Ao entrar, muitos procuram uma profissão. Ao sair, levam uma forma mais complexa de olhar para o mundo.
A Esalq foi crucial para eu começar a entender as conexões entre os ecossistemas, as pessoas, os diferentes produtos e o desenvolvimento territorial”
Laura Aluotto de Oliveira, estudante de Engenharia Florestal da Esalq
Pertencer para permanecer
O acesso à universidade pública é apenas o começo de uma trajetória que depende também das condições oferecidas para que os estudantes permaneçam, desenvolvam-se e se reconheçam como parte da instituição.
Criada no fim de 2023, a Comissão de Inclusão e Pertencimento da Esalq atua em quatro eixos: vida no campus; mulheres, relações étnico-raciais e diversidades; saúde mental e bem-estar social; e formação e vida profissional. “A missão da comissão é acolher a diversidade, garantir oportunidades e melhorar a experiência acadêmica e a convivência de toda a comunidade universitária”, explica a presidente da comissão, professora Simone Lira.
As ações incluem atividades de acolhimento, palestras, oficinas, iniciativas voltadas à saúde mental, apoio a bancas de heteroidentificação e projetos de integração por meio da cultura e do esporte.
No período de 2024 a maio de 2026, ações específicas de inclusão e pertencimento envolveram mais de mil participantes. A comissão também apoiou iniciativas do Programa de Saúde Mental Ecos, como o Clube do Livro e o projeto Joga Junto, idealizado por estudantes da pós-graduação para promover integração pela prática esportiva.
A comissão também ampliou os mecanismos de acolhimento da comunidade interna, especialmente de grupos minorizados. Entre as iniciativas está a criação de um e-mail institucional específico para receber demandas de estudantes e servidores, incluindo questões relacionadas a necessidades específicas, auxílios, saúde mental, assédio, discriminação e conflitos no ambiente de trabalho.
Simone Lira, presidente da Comissão de Inclusão e Pertencimento - Foto: Gerhard Waller / Esalq USP
A ampliação das formas de ingresso, com a adoção do Enem-USP, do Provão Paulista e das políticas afirmativas, também alterou o perfil dos estudantes. Muitos são os primeiros de suas famílias a chegar ao ensino superior.
Esse movimento exige políticas permanentes de acolhimento, apoio acadêmico e permanência estudantil. Exige também que a instituição aprenda com as pessoas que agora passam a ocupá-la.
O pertencimento mencionado por Simone aparece igualmente nas falas dos estudantes. Jamille o relaciona à memória de Luiz de Queiroz e à identidade construída entre diferentes gerações. “Costumamos dizer que somos filhos de Luiz de Queiroz, porque compartilhamos o legado de alguém que sonhou com uma escola capaz de transformar a agricultura por meio da educação, da ciência e da inovação”, diz Jamille.
Fazer parte dessa história, diz a formanda, é reconhecer que um sonho iniciado há mais de um século permanece vivo. “Saber que esse sonho ultrapassou gerações, continua formando profissionais de excelência e seguirá impactando a agricultura por muitos anos é algo que me enche de orgulho.”
Costumamos dizer que somos filhos de Luiz de Queiroz, porque compartilhamos o legado de alguém que sonhou com uma escola capaz de transformar a agricultura por meio da educação, da ciência e da inovação”
Jamille Machado Sorensen, graduanda de Agronomia da Esalq
O sentimento também aparece nas palavras de Camila Ariedo. “Tem um professor que sempre fala sobre a diferença entre ser apenas um aluno da Esalq e ser um filho de Luiz de Queiroz”, conta. Para ela, esse vínculo ajuda a explicar por que tantos ex-alunos retornam ao campus como professores, pesquisadores e mentores. “Os alunos se formam, levam a Esalq para a vida e muitos voltam para contribuir com as próximas gerações. É isso que faz a tradição da escola continuar tão forte.”
Para alguns, a passagem pela Esalq termina com a formatura. Para outros, ela continua moldando escolhas, influenciando decisões e servindo de referência durante toda a vida profissional. As trajetórias de Elaine Mendonça Bernardes, Luiz Carlos Beduschi Filho e Gabriela Gonçalves Moreira mostram que esse vínculo pode atravessar décadas e levar ex-alunos à universidade, a organismos internacionais e à iniciativa privada, sempre tendo a formação recebida em Piracicaba como ponto de partida.
Os alunos se formam, levam a Esalq para a vida e muitos voltam para contribuir com as próximas gerações. É isso que faz a tradição da escola continuar tão forte”
Camila Ariedo de Barros Miranda, estudante da Esalq
Foto: Denise Guimarães / Esalq
Onde começa uma vocação
A professora Elaine Mendonça Bernardes, hoje docente da Universidade Estadual Paulista (Unesp), não entrou na Esalq planejando seguir carreira em ensino e pesquisa.
A possibilidade surgiu em uma aula de Economia Rural, ministrada pelo professor Fernando Curi Peres. Ao ouvir uma explicação sobre a política norte-americana de garantia de preços mínimos para o trigo e seus efeitos sobre os hábitos alimentares brasileiros, com a substituição do milho pelo trigo, Elaine percebeu que aquela área era capaz de explicar aspectos de seu próprio cotidiano. “Pela primeira vez cogitei ser professora universitária”, recorda. “As disciplinas dessa área continuaram a explicar o meu mundinho.”
O interesse levou-a a um estágio no então recém-criado Centro de Pesquisa em Economia Agrária, que conservaria a sigla Cepea ao se transformar no atual Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada.
Na época, as atividades eram realizadas na sede da Fundação de Estudos Agrários Luiz de Queiroz, nas antigas casas situadas em frente à Casa do Estudante. Ali, a convivência com um jovem grupo de pesquisadores e professores consolidou sua escolha. “A certeza de que aquela área era o meu caminho eu já tinha.”
O passo seguinte veio por meio de um convite do professor Paulo Cidade para que prosseguisse na pós-graduação do então Departamento de Economia e Sociologia. Elaine fez o mestrado na Esalq sob orientação da professora Zilda Paes de Barros Mattos.
Antes de ingressar na Unesp, passou pelo setor privado, atuando em uma usina e em uma faculdade, e pelo setor público, na extensão rural e em uma fundação de ensino.
Anos mais tarde, já professora em Ilha Solteira, voltou à Esalq em busca de respostas para questões relacionadas ao desenvolvimento econômico. Um seminário do professor norte-americano G. Edward Schuh, que havia trabalhado com desenvolvimento rural no Banco Mundial, apresentou caminhos para as perguntas que procurava responder.
A escola também possibilitou que fizesse parte do doutorado nos Estados Unidos, no Instituto Hubert H. Humphrey, hoje Humphrey School of Public Affairs, da Universidade de Minnesota, sob orientação de Schuh.
Elaine acompanhou de perto o trabalho do pesquisador, que posteriormente receberia do Brasil a Grã-Cruz da Ordem Nacional do Mérito Científico.
Hoje, no campus da Unesp em Dracena, continua recorrendo à memória da formação recebida em Piracicaba. “A cada novo desafio, meu olhar se volta à ‘Gloriosa’, como fonte de inspiração e de exemplos de dedicação e comprometimento com a geração de conhecimento.”
Sua trajetória mostra que a influência de uma universidade nem sempre se manifesta em uma descoberta imediata. Às vezes, começa em uma aula capaz de mudar uma escolha profissional, reaparece em um convite para a pós-graduação e continua décadas depois, quando uma antiga aluna passa a formar seus próprios estudantes.
Elaine leva para a docência a responsabilidade que aprendeu na escola: a universidade não deve apenas transmitir conhecimento, mas preparar profissionais para construir respostas institucionais diante de problemas como mudanças climáticas, segurança alimentar e sustentabilidade.
A cada novo desafio, meu olhar se volta à ‘Gloriosa’, como fonte de inspiração e de exemplos de dedicação e comprometimento com a geração de conhecimento.
Elaine Mendonça Bernardes, docente da Universidade Estadual Paulista (Unesp) - Foto: Arquivo pessoal
Ao aconselhar os jovens que hoje iniciam a graduação, recomenda que utilizem plenamente o tempo na escola, conheçam as oportunidades disponíveis, participem de atividades extracurriculares e convivam com a diversidade de ideias.
E acrescenta uma advertência de professora veterana: “Que se dediquem a construir o próprio caminho com confiança, e não arrogância, na formação que começam a receber.”
Da Esalq para o mundo
A trajetória de Luiz Carlos Beduschi Filho começou na Engenharia Agronômica e alcançou uma das principais instituições internacionais dedicadas à alimentação e à agricultura.
Hoje oficial principal de Políticas em Desenvolvimento Rural da Organização das Nações Unidas (ONU) para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Beduschi atua na interface entre desenvolvimento rural, segurança alimentar, políticas públicas e cooperação internacional.
Para ele, estudar na Esalq significou muito mais do que obter um diploma. “Foi aprender a pensar de forma crítica, a unir ciência e política e a compreender o papel da agricultura e da alimentação no desenvolvimento das pessoas e dos países.”
Nos anos 1990, conviveu com professores que já estavam na vanguarda das discussões sobre desenvolvimento e sustentabilidade. Foi nesse ambiente que construiu os alicerces de sua trajetória profissional.
A formação também deixou marcas pessoais. “Na Esalq, forjei amizades, valores e uma visão de mundo que me acompanham até hoje. E talvez o mais importante: foi lá que encontrei Liviam Cordeiro, engenheira florestal da turma de 1998, minha esposa, com quem sigo compartilhando sonhos e realizações há mais de 25 anos.”
Luiz Carlos Beduschi Filho, egresso do curso de Engenharia Agronômica na Esalq
A lembrança revela uma dimensão da vida universitária que os indicadores acadêmicos não registram. A Esalq aparece como lugar de formação científica, mas também como espaço onde são construídos vínculos, escolhas e projetos de vida.
No trabalho desenvolvido na FAO, Beduschi afirma levar o rigor científico, a curiosidade intelectual e a convicção de que desenvolvimento rural, inclusão social e sustentabilidade precisam caminhar juntos. “A Esalq me ensinou a combinar excelência técnica com compromisso com a sociedade.”
Depois da graduação, ele realizou mestrado e doutorado em Ciência Ambiental no Programa de Pós-Graduação em Ciência Ambiental (Procam) da USP. A formação ampliou sua compreensão integrada dos desafios da agricultura e do desenvolvimento rural.
Segundo Beduschi, atuar em uma organização internacional exige mais do que conhecimento especializado. “É essencial combinar conhecimento científico com capacidade de diálogo e articulação para atuar na interface entre ciência, políticas públicas e cooperação internacional.”
A formação multidisciplinar recebida na Esalq também o ensinou a olhar para além das fronteiras, compreender a complexidade dos desafios rurais e buscar formas de transformar conhecimento em soluções.
Ao observar o papel atual da escola, Beduschi destaca a combinação entre excelência científica e relevância prática. “Em um mundo que precisa produzir mais e melhor, preservar recursos naturais e reduzir desigualdades, a Esalq continua gerando conhecimento e soluções para desafios complexos.”
Ele identifica a presença dessa contribuição em temas que ocupam o centro da agenda global: segurança alimentar e nutricional, mudanças climáticas, produção sustentável e desenvolvimento rural.
A passagem de um aluno pelos corredores da Esalq até sua atuação na FAO também ajuda a dimensionar o alcance da formação oferecida em Piracicaba. Questões antes discutidas em aulas, pesquisas e grupos de estudo reaparecem em negociações internacionais e políticas que afetam diferentes regiões do planeta.
Em um mundo que precisa produzir mais e melhor, preservar recursos naturais e reduzir desigualdades, a Esalq continua gerando conhecimento e soluções para desafios complexos.”
Luiz Carlos Beduschi Filho, egresso do curso de Engenharia Agronômica na Esalq
Da Esalq para o setor privado
Se Beduschi representa o alcance internacional da formação oferecida pela Esalq, Gabriela Gonçalves Moreira ajuda a contar uma história igualmente importante: a presença dos egressos da escola na iniciativa privada.
Hoje, gerente de Pesquisa Florestal em Lençóis Paulista, ela acompanha de perto um setor que colocou o Brasil entre os líderes mundiais em produtividade de eucalipto. “Quando a gente está no setor, percebe o tamanho da Esalq e a contribuição que ela tem para a formação de profissionais extremamente capacitados”, afirma.
Para Gabriela, um dos legados menos visíveis da Escola está na capacidade de construir redes de colaboração. “O que fez o setor florestal ser o que é hoje foi, principalmente, a sinergia entre empresas, profissionais e a troca de experiências. A produção florestal possui muitos desafios considerados pré-competitivos, e isso exige colaboração entre empresas, pesquisadores e instituições.”
Segundo ela, essa cultura de cooperação foi fundamental para que o Brasil alcançasse resultados inéditos. “Se não fosse essa sinergia, o setor não teria hoje o que é considerado a maior produtividade do mundo na produção de eucalipto. Isso só é possível através das pessoas, especialmente das pessoas formadas na Esalq, que têm essa visão de unir o conhecimento técnico à prática.”
A formação recebida em Piracicaba também deixou marcas em sua trajetória pessoal e profissional. “A Esalq me ensinou a buscar conhecimento, a respeitar as pessoas que são referência e a trabalhar em parceria. Toda essa humildade misturada com confiança fez de mim a profissional que sou hoje.”
Para Gabriela, a contribuição da escola ultrapassa a formação individual de seus alunos. Ao longo de 125 anos, a Esalq não formou apenas pesquisadores, professores e dirigentes. Também ajudou a construir uma comunidade de profissionais que continua compartilhando conhecimento, abrindo oportunidades e desenvolvendo soluções para um dos setores mais importantes da economia brasileira.
A Esalq me ensinou a buscar conhecimento, a respeitar as pessoas que são referência e a trabalhar em parceria. Toda essa humildade misturada com confiança fez de mim a profissional que sou hoje”
Gabriela Gonçalves Moreira, egressa da Esalq - Foto: Arquivo pessoal
Foto: Instagram / PET Biotecnologia Esalq
A pós-graduação e a multiplicação do conhecimento
As histórias de Elaine, Gabriela e Beduschi também passam pela pós-graduação, responsável por formar gerações de professores, pesquisadores e dirigentes que levaram o conhecimento produzido na Esalq para outras instituições.
Entre 2001 e 2026, a pós-graduação da escola titulou 6.931 mestres e doutores. Muitos ocupam hoje posições de liderança em universidades, institutos de pesquisa, empresas, organismos internacionais e órgãos governamentais.
Para a professora Carla Bittar, presidente da Comissão de Pós-Graduação, a formação de recursos humanos altamente qualificados permanece como o principal impacto histórico da pós-graduação da Esalq. Entre 2001 e 2026, foram titulados 6.931 mestres e doutores, muitos dos quais ocupam hoje posições de liderança em universidades, institutos de pesquisa, empresas, organismos internacionais e órgãos governamentais.
A atuação desses profissionais ajuda a mostrar um alcance da pós-graduação que vai além dos indicadores acadêmicos. Em relatório apresentado pela Comissão está em destaque alguns de seus impactos, como: a formação de novos grupos de excelência em outras instituições brasileiras, a participação de docentes na formulação de políticas científicas, a liderança em redes internacionais de pesquisa e a transferência de conhecimento para setores estratégicos.
Carla Bittar, presidente da Comissão de Pós-Graduação da Esalq - Foto: Gerhard Waller / Esalq USP
Nesse sentido, a qualidade da formação não se expressa apenas no número de artigos publicados ou de títulos concedidos, mas também na atuação de pesquisadores e egressos em diferentes espaços da sociedade.
Uma relação que continua depois da formatura
A presença dos ex-alunos também continua fazendo parte do cotidiano da escola. Ao longo dos anos, muitos retornam para compartilhar experiências, apoiar novos estudantes, participar de pesquisas e fortalecer a rede de relações construída durante a graduação.
A Associação dos Ex-Alunos e seus sócios mantenedores concedem apoio financeiro complementar a estudantes de baixa renda. Egressos participam ainda de programas de mentoria e carreira, apoiam estágios, aproximam laboratórios do setor produtivo e colaboram em projetos de pesquisa. “A conexão que temos com os egressos é um dos diferenciais da Esalq”, afirma Thais. “Muitos estão no setor privado, em outras instituições ou em organismos internacionais e continuam mantendo interações com a escola.”
Essa permanência explica por que antigos estudantes continuam chamando a instituição por nomes afetivos, retornando ao campus e acompanhando suas transformações.
Não se trata apenas de nostalgia. Ao regressarem como professores, pesquisadores, parceiros, mentores e apoiadores, eles passam a participar da formação daqueles que chegaram depois. O ciclo se renova: alguém recebe uma oportunidade, constrói uma trajetória e, anos mais tarde, ajuda a abrir uma porta para outro estudante.
Jamille, que agora encerra a graduação, deixa aos ingressantes um conselho que sintetiza sua própria experiência: “Aproveitem todas as oportunidades que a Esalq oferece. Participem, façam perguntas, aproximem-se dos professores, conheçam pessoas e não tenham medo de sair da zona de conforto.”
Para ela, a universidade é um período único para experimentar diferentes possibilidades, reconhecer interesses e construir uma rede que acompanhará o estudante por toda a carreira. “Meu maior conselho é: experimentem tudo o que puderem.”
Os próximos 125 anos já chegaram
Ao caminhar pelo campus, é possível encontrar diferentes tempos convivendo no mesmo espaço.
Petra ainda começa a descobrir as oportunidades que a Universidade oferece. Larissa reivindica uma ciência mais presente no debate público e comprometida com a conservação. Jamille deixa a escola mais segura e preparada do que quando chegou. Já Camila Ariedo espera representar a Esalq ao longo de toda a carreira e carregar o nome da escola “com muita honra”, como ela própria define.
Elaine reconhece, décadas depois, a aula que mudou o rumo de sua vida. Beduschi leva para a FAO valores e perguntas que começaram a ser construídos em Piracicaba.
A relação entre a escola e seus alunos também atravessa gerações. Gabriela diz que um de seus maiores orgulhos foi poder mostrar à mãe o lugar onde estudou. Hoje, leva a própria filha a conhecer os caminhos que marcaram sua formação. “Fazer parte dessa história e poder contribuir para o setor e para o Brasil depois de ter sido forjada nesse aço que é a Esalq é uma das coisas de que mais me orgulho”, afirma.
Para ela, os estudantes que hoje chegam ao campus carregam uma responsabilidade semelhante à das gerações anteriores. “É importante reconhecer a história da Esalq e o legado que essa universidade já deixou para o País. Agora, essa responsabilidade está nas mãos deles.”
É importante reconhecer a história da Esalq e o legado que essa universidade já deixou para o País. Agora, essa responsabilidade está nas mãos deles”
Gabriela Gonçalves Moreira, egressa da Esalq
Nenhuma dessas histórias é igual à outra. Ao longo de 125 anos, diferentes gerações deixaram a Esalq para atuar na pesquisa, no ensino, na iniciativa privada, em organismos internacionais e em diferentes setores da sociedade. Outras começam agora a percorrer esse caminho.
Os protagonistas dos próximos capítulos dessa história talvez já estejam caminhando pelos corredores da escola, entrando nos laboratórios ou participando de seus primeiros projetos.
Matéria: Rose Talamone | Jornal da USP.

































