Câncer de pele não melanoma: atenção aos sinais pode evitar complicações e garantir a cura
Tipo mais frequente de câncer no Brasil está diretamente relacionado à exposição solar acumulada ao longo da vida; diagnóstico precoce é fundamental para o sucesso do tratamento
Médico oncologista André Moraes alerta para os danos cumulativos décadas depois da exposição ao sol
Uma ferida que não cicatriza, uma mancha persistente ou uma lesão que sangra sem motivo aparente podem parecer alterações simples da pele, mas também podem representar os primeiros sinais do câncer de pele não melanoma, o tipo de câncer mais comum no Brasil. Embora apresente elevados índices de cura quando identificado precocemente, o diagnóstico tardio ainda é um dos principais desafios para o controle da doença.
No Dia Global de Conscientização sobre o Câncer de Pele Não Melanoma, celebrado em 13 de junho, especialistas reforçam a importância da prevenção e da observação constante da pele. O principal fator de risco está relacionado à exposição excessiva e acumulada à radiação ultravioleta ao longo da vida, especialmente entre pessoas que trabalham ou realizam atividades ao ar livre por muitos anos.
Segundo o médico oncologista do CECAN – Centro do Câncer da Santa Casa de Piracicaba, André Moraes, os danos provocados pelo sol são cumulativos e podem se manifestar décadas depois da exposição. “Muitas vezes, as pessoas associam o risco apenas aos períodos de lazer, mas a exposição diária e prolongada também contribui para o desenvolvimento da doença”, explica.
Os tipos mais comuns de câncer de pele não melanoma são o carcinoma basocelular e o carcinoma espinocelular. Embora geralmente apresentem comportamento menos agressivo que o melanoma, ambos podem provocar importantes comprometimentos locais quando não tratados adequadamente. “O diagnóstico precoce permite tratamentos menos invasivos, recuperação mais rápida e excelentes índices de cura”, destaca.
A prevenção continua sendo a principal aliada contra a doença. O uso diário de protetor solar, a proteção com roupas adequadas, chapéus e óculos, além da redução da exposição ao sol nos horários de maior intensidade, são medidas que ajudam a reduzir significativamente os riscos. “Mesmo nos dias nublados ou durante o inverno, a radiação ultravioleta continua presente e seus efeitos se acumulam ao longo do tempo”, afirma.
Para pessoas que já tiveram câncer de pele, a atenção deve ser ainda maior. O acompanhamento dermatológico regular é fundamental para identificar precocemente possíveis novas lesões e garantir o tratamento adequado.
“Na maioria dos casos, o câncer de pele não melanoma pode ser prevenido e tratado com sucesso. Quanto mais cedo identificamos qualquer alteração suspeita, maiores são as chances de cura e menores os impactos para o paciente”, conclui o especialista.




