Cara de um é o focinho do outro
Primeira Hora: Nada como um Gilmarpalooza no caminho para dar uma esfriada nos ânimos. As figuras carimbadas de Brasília ganham alguns dias para se divertir no Porto e tudo se resolve, pelo silêncio.
Quando a política não escancara mazelas, ela age silenciosamente, para garantir a manutenção do sistema de controle.
Em movimentos sutis estão os detalhes de um jogo bem mais duro, que se estrutura conforme interesses. Vamos aos exemplos.
No STF, Dias Tofolli se recolheu. Alexandre de Moraes também se recolheu. Gilmar Mendes, após agir sem pensar, resolveu falar menos.
Eles esperam que a pressão sobre a Justiça maneire e a população deixe para lá tudo o que foi motivo de desconfiança sobre esse trio implacável.
Nada como um Gilmarpalooza no caminho para dar uma esfriada nos ânimos. As figuras carimbadas de Brasília ganham alguns dias para se divertir no Porto e tudo se resolve, pelo silêncio.
Flávio corre para os EUA e se entrega às graças de Trump, que se diverte inventando coisas contra seus inimigos imaginários.
A pressão do presidente dos EUA sobre a economia brasileira é uma forma de demonstrar força, até que a diplomacia entre em ação e tudo volte ao normal, com pequenas sequelas.
Quem paga, obviamente, é o trabalhador. Eu não colocaria muitos políticos de Brasília na categoria trabalhador, porque eles apenas administram dinheiro que não é deles, e nem sempre a forma de apropriação desse capital é lícita.
Temos ainda o Paulo Gonet (PGR) e o STJ trabalhando em sintonia contra os adversários dos ministros políticos do STF. São braços de força para disfarçar a institucionalidade do controle.
Lula, por sua vez, está em paz. Tudo que ele faz contra a racionalidade e o país não faz sentido algum em um ambiente de controle a seu favor. Tudo o que ele faz de certo amplifica seu potencial político.
É uma estrutura formatada para esta esquerda petista, que no fundo não é de esquerda. É apenas uma máquina para beneficiar quem se entrega aos encantos lulistas.
O Brasil só faz sentido se tirarmos dele o senso de realidade e mirarmos um mundo de bajuladores e beneficiados por um sistema totalmente corrupto. Comandado por um petista, que sabe das coisas.
É este controle que Flávio Bolsonaro também almeja. A cara de um é o focinho do outro.



