Primeira Hora: Cavalo de Tróia
Investigações da Polícia Civil de São Paulo dão conta de que a produtora do filme Dark Horse está enrolada até o último fio de cabelo
O jornalista Carlos Andreazza gastou várias horas e horas do seu trabalho em podcast para demonstrar que a situação de Flávio Bolsonaro tenderia a complicações maiores se as investigações da Polícia Federal sobre sua relação com Vorcaro, o dono do Banco Master, se aprofundassem um pouco mais.
Se por esse caminho ainda não se chegou muito longe, é porque as investigações tomaram outro rumo. A suspeita agora é de que há uma picada por onde passaram valores expressivos enviados para o filme Dark Horse, de forma obscura e sem qualquer comprovante fiscal.
As investigações da Polícia Civil de São Paulo dão conta de que a produtora do filme (Instituto Conhecer Brasil, de Karina Ferreira da Gama, sócia da Go Up Entertainment Ltda, responsável pelo filme Dark Horse) está enrolada até o último fio de cabelo e os irmãos Bolsonaro, 01 e 02, podem estar no comando das irregularidades ainda maiores.
Segundo o Estadão, a polícia investiga fraude na licitação, na execução do contrato e possível desvio de recursos públicos, oriundos da prefeitura de São Paulo, cujo fim original era proporcionar internet grátis na cidade. Ou seja, de forma indireta e de forma irregular, via a mesma ONG, dinheiro público pode ter financiado o filme sobre Jair Bolsonaro.
Isso significa que o fio da meada está apenas sendo tocado e há muita coisa obscura a ser explicada. O trabalho de Andreazza não pode parar. Sua intuição tem sido muito boa em relação à PF, que ainda deve estar esmiuçando as informações a respeito de Vorcaro e dos irmãos Bolsonaro, bem como da ação de Mário Frias, deputado federal que destinou uma grana boa para a mesma ONG, via emenda parlamentar. Para onde foi esse dinheiro?
Como se diz no mundo das metáforas, esse Dark Horse está mais para Cavalo de Tróia, capaz de implodir a campanha da oposição à presidência da República.





