O valor da cesta básica registrou queda em agosto, segundo o Índice da Cesta Básica de Piracicaba (ICB-ESALQ). Passou de R$ 1.417,31, em julho, para R$ 1.380,13, o que representa uma variação de 2,62%. A economia familiar foi de R$ 37,18 de um mês para outro.
O item alimentação ajudou na redução do preço, uma vez que somente ele caiu 2,91%, passando de R$ 1.188,58 em julho para R$ 1.154,02 em agosto. De um ano para outro, considerando o mesmo mês de agosto, a variação do índice da cesta básica foi bem menor: 0,49%.
Houve também uma diferença de preços entre varejo e atacarejo. Sempre considerando a variação de ofertas em cada estabelecimento e suas características. No varejo, a cesta mais cara custou R$ 1.492,38, já a mais barata, R$ 1.330,50, uma diferença de 12,17%.
No atacarejo, a cesta mais cara ficou em R$ 1.455,36 e a mais barata em R$ 1.256,13, uma variação de 15,86%.
O valor médio da cesta no varejo foi de R$ 1.408,86, ao passo que, no atacarejo, ficou em R$ 1.358,80. Uma diferença próxima de R$ 50 entre uma e outra.
Na tabela a seguir estão os produtos que puxaram a cesta básica de alimentos para baixo. Enquanto os biscoitos foram os vilões da cesta, com destaque para batata, cebola e alho:
O gráfico da batata demonstra o impacto da queda. Mesmo assim, seu preço está apenas recuperando o patamar do final do ano passado, em que chegou a R$ 3,49:
As carnes de primeira e de segunda também estão em queda gradual, longe, porém, de dezembro de 2025, em que estiveram em R$ 44,24 e R$ 38,35, respectivamente. Hoje estão em R$ 51,13 e R$ 41,50.
O Índice da Cesta Básica de Piracicaba (ICB-Esalq) é produzido pelo Grupo de Extensão em Economia e Gestão e Desenvolvimento Sustentável (GEEDES) e Grupo de Extensão e Pesquisa em História e Evolução da Agricultura e dos Complexos Agroindustriais (GEPHAC), sob a coordenação do professor Carlos Eduardo de F. Vian, do departamento de Economia da Esalq, com apoio da Fealq, Cepea e Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Piracicaba.
Segue abaixo os produtos com maiores variações positivas e negativas, mas que, no resultado final, contribuíram para a queda da cesta básica, incluindo, além dos alimentos, produtos de higiene e de limpeza:







