Chip anticorrupção
A proposta é a de gravar tudo o que o político eleito fale por 24 horas ininterruptas
Madeleine Lacsko, do portal “O Antagonista”, tem uma proposta para diminuir a corrupção no Brasil. Ela diz que todo político, quando eleito, deve ser preso preventivamente, até provar que não é corrupto. Claro que ela fala em tom de graça. A jornalista é muito inteligente e sabe o que está fazendo. Creio que ela brinca com o extremo porque o Brasil está extremamente cansado de tanta corrupção.
Eu tenho outra sugestão. Logo na diplomação, o político receberia um chip, que seria aplicado em seu corpo, com monitoramento pelo sistema da Política Federal. O chip teria também capacidade de gravar tudo o que o eleito falar 24 horas por dia. Evidentemente, saberia exatamente onde esteve. Com inteligência artificial, todas as gravações indevidas, de banheiro ou alcova, seriam apagadas automaticamente.
Assim que ele encerrasse o mandato, receberia uma autobiografia, com autógrafo da IA. As irregularidades seriam apontadas e as punições seriam muito mais fáceis. Sinais de alerta poderiam surgir na tela ao longo do mandato e os agentes da PF seriam acionados. Uma ideia dessa seria justificada pelo fato de todo político ser pago pelo contribuinte, que quer que ele preste conta de tim-tim por tim-tim do seu trabalho.
Imagine agora se este chip já estivesse em funcionamento e pudéssemos saber tudo o que foi falado durante as reuniões do governo com os donos das empreiteiras e seus acólitos, durante a Lava Jato? No caso Dias Tóffoli, suas andanças por Tayayá com Vorcaro? As passagens de Vorcaro pelos gabinetes do governo federal, dos deputados federais, do Banco Central? Suas reuniões ou ligações telefônicas para Alexandre de Moraes? O Lulinha e o Careca, todos de mãos dadas com a amigona do peito, Roberta Luchsinger. O que eles faziam além de fumar maconha? Ou melhor, planejar investimentos em canábis medicinal?
Claro, o grande Luiz Inácio Lula da Silva, o santo padroeiro dos pobres. Como ele se enriqueceu? Ah, não se enriqueceu? A IA ia nos dizer, em detalhes. Com isso, teríamos um outro Brasil, um país bem mais forte e soberano, uma vez que teria muito mais saúde e educação, já que a grana que deveria ser investida nesses dois setores não ficaria pelo meio do caminho, no bolso dos nossos políticos.
Há sim a possibilidade de os políticos encontrarem formas alternativas de se comunicar. Seja escrevendo em papel ou falando em Libras. Este seria o espaço para jornalistas. Pegar um político falando em Libras seria um indício grave de corrupção. Político em curso de Libras... hummmm. Que bandeira. Mas o ruim desses métodos é que eles só funcionariam de forma presencial ou por web conferência e ambos os lados teriam que saber o sistema de sinais. De qualquer forma, o chip dificultaria muito a bandidagem e poderia ser aprimorado com o tempo para captar esses infratores, com imagens, talvez. Aí ele teria que ser implantado na testa.
A maioria dos políticos que está em Brasília hoje ia pensar duas vezes antes de se candidatar. Até porque está ali apenas pensando em como ganhar mais poder e se enriquece da forma rápida. Mesmo que seja se envolvendo em um esquema tão grosseiro como o de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, com dinheiro fácil, saído do bolso de velhinhos aposentados pelo INSS, e irrigado por recursos públicos, saídos dos bolsos de todos nós.




