Código de ética passa?
Tudo indica, segundo o Estadão, que Fachin já conquistou os votos de Cármen Lúcia, Kássio Nunes Marques, André Mendonça e Luiz Fux; aprovada ou não, custará caro a Lula
Imagem: ChatGPT
Vamos ao ‘pega para capar’ no STF. O presidente da corte, Edson Fachin, está diante de um problema que lhe custará o nome na história.
Para aprovar o código de conduta da casa e conter o ímpeto de Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, envolvidos até o pescoço no caso banco Master, ele precisa dos votos de dois ministros que estão no bolso de Lula: Flávio Dino e Cristiano Zanin.
Tudo indica, segundo o Estadão, que Fachin já conquistou os votos de Cármen Lúcia, Kássio Nunes Marques, André Mendonça e Luiz Fux. Teria contra a decisão o próprio Toffoli, evidentemente, além de dois personagens tão honestos quanto: Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes.
As investigações da PF levantam suspeitas de que o filho de Lula, Fábio Luís Lula da Silva, está envolvido de alguma forma em dois casos que se interligam: INSS e Banco Master. De um, ele levava a grana, em outro, ele multiplicava a grana. Um negócio formidável e feito na maior lisura (ninguém tem dúvida disso).
Se Lulinha estiver de fato com problema grave na PF, seu pai disse que o filho deverá ser investigado. Mas, tem os votos de dois homens de sua confiança para evitar que esse tal de código de ética prospere. Se o treco passa, imagine o que aconteceria. Vou transcrever o que está no Estadão:
“Segundo um integrante do tribunal, o texto base para o código seria a Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Loman), acrescida de alguns pontos específicos. Entre os artigos que teriam mais chance de angariar a maioria do STF estaria a proibição para ministros fazerem palestras e participarem de eventos promovidos por empresas com interesses em ações no tribunal.
Outra regra que teria maioria seria impedir os ministros de aceitarem qualquer tipo de vantagem de empresas com causas no Supremo, inclusive caronas em jatinhos particulares. Um ponto que preocupa Fachin, no entanto, não teria chance de passar no plenário: proibir parentes e cônjuges de ministros de atuarem em causas no Supremo.”
Começa a ficar mais claro. Com o novo código de ética, ou de conduta, tanto faz, as regalias e as falcatruas envolvendo os homens de preto seriam proibidas. A esposa de Moraes teria que mudar de ramo, bem como a parentada de Toffoli. Caberia a Mendes acabar com a presepada anual em Lisboa.
Mas eu direcionei o texto para Lulinha. Ora, ora, se a porta abrir desse tantão, acabou a festança no STF e Lulinha ficaria completamente desguarnecido. Consequentemente, seu papai também, com o sério risco de 2026 ir para vinagre e não haver a tão almejada reeleição.
Para manter o controle, Lula teria que obrigar seus homens a votar contra o tal código de ética. No caso, Dino e Zanin. Evidente que o cenário pode ser outro e meu garfo ter fisgado o filé errado. Mas a gente nunca erra muito em se tratando de jogo de trapaça.
Fachin está na mira de Dino e Zanin para fechar a questão. A tensão não é pouca, porque o voto deles será explosivo, pois vai descontentar o mercado popular de voto eleitoral.
Portanto, a depender do que os homens de Lula decidirem, a casa pode ruir. Mas Fachin ficaria para a história, com honra e glória, para sempre. Se a máfia prosperar, mesmo assim a oposição teria discurso de sobra para fortalecer um nome adversário ao governo. No mínimo.




