Só vota em Lula quem é lulista ou de esquerda, além de parcela daqueles que se consideram de centro, mas têm medo de se aventurar entre Flávio (por causa do sobrenome Bolsonaro), Caiado, Zema, Renan e Rebelo.
Votam em Flávio os bolsonaristas (direita, no jargão atual) e parcela do centro, além dos anti-lulistas de carteirinha. O mesmo público que pode votar em Caiado e Zema. Por isso se afirma que os três disputam o mesmo eleitorado.
Votam em Renan parcela expressiva de jovens e aqueles que o escolherem como voto de protesto. Ele poderá ter também, a depender de sua estratégia, parcela do voto da direita anárquica. Sabia que existe? Se sobrar algum voto nessa matemática toda, vai para Rebelo.
Claro. A maioria dos mineiros votam em Zema. Mas gosto sempre de lembrar Otto Lara Resende nessa ocasião: “O mineiro só é solidário no câncer”.
O analista político Leonardo Barreto disse ao site oantagonista.com.br que a direita tem crescido no Brasil e hoje já é maior do que a esquerda. Por isso, faz sentido ser o eleitorado mais disputado pelos candidatos.
Mesmo assim, o fiel da balança continua sendo o centro. A turma do nem-nem, que não se afina com os extremos, tende a se partir, como sempre. Nas eleições anteriores, a análise era de que predominava nesse público o medo de se arriscar. Por isso, a campanha de Lula tem sido construir a imagem de um “adversário monstro”, capaz de destruir o país, para ficar com a maioria desses votos. A estratégia funcionava. Hoje, tenho minhas dúvidas. Porque virou um jogo manjado.
Suponho mesmo que, com o crescimento da direita, essa habilidade de Lula, de demonizar o adversário, não será tão fácil como foi nas eleições anteriores e a briga pela maior fatia do centro, desta vez, deve ficar com a direita, uma vez que o presidente da República tem demonstrado um desgaste de material evidentíssimo.
Leonardo Barreto acha que Flávio poderá ganhar espaço no centro se Caiado entrar no jogo mordendo o alambrado, com um discurso radical. Porém, Caiado tem batido em duas teclas: experiência e moralidade. Ele diz sim com firmeza sobre esses temas, mas não com radicalismo. Vamos ver como o público reage à sua postura.
Renan dos Santos é um rapaz muito habilidoso e deve fazer votos acima do esperado, atraindo o setor disruptivo da sociedade, que procura algo de novo em um segmento tão velho. Um eleitorado que, no meu entender, deve crescer até às eleições, tendo-o como referência, porque o moço discursa bem e sabe o que está fazendo.
Por essas e mais aquelas, está dada a minha senha. Evidente que meus diagnósticos são sempre errados, mas a intenção é boa: Lula terá mais votos no primeiro turno. Flávio e Caiado disputarão o segundo lugar, para ver quem vai à próxima fase com Lula. Zema, Renan e Aldo Rebelo serão os lanternas. Mas Renan tende a surpreender em sua categoria outsider. Zema é o pão de queijo. Todo mundo gosta, mas enjoa.
Pelo número de candidatos até o momento, a chance de haver segundo turno é muito elevada. Se todos se mantiverem no páreo, no segundo turno a realidade tende a ser outra, com altíssima chance de Lula ser defenestrado do poder, caso ocorra a aliança dos demais.
Como vidente, já participei de uma comunidade de videntes e, juntos, previmos o surgimento da Tubaína de 2 litros, o aprimoramento da internet, tendo o celular como síntese tecnológica do rádio e TV, e o estabelecimento da porção de pacuera como sendo o prato símbolo da intelectualidade piracicabana. Erramos apenas na terceira. Não por causa da pacuera, mas devido ao fim da intelectualidade piracicabana.
Sendo assim, Lula só vencerá essas eleições se a minha Bola de Cristal estiver com algum problema. Por falar nisso, deixa eu ver se não há nenhuma atualização a fazer no aplicativo dela.




