Uma análise dos conflitos globais
O papel da imprensa é fundamental para colocar luz em certas questões
Em coletiva de imprensa, o Comandante-em-Chefe das Forças Armadas da Ucrânia, Oleksandr Syrskyi, garantiu esta semana que a Ucrânia vem realizando um trabalho sofisticado de combate às armas russas e destruição do exército inimigo. Com isso, a estratégia de invasão do território ucraniano pelos soldados de Putin reduziu acentuadamente.
A informação, portanto, é de que Putin está longe de alcançar seu intento, se é que um dia alcançará, vista a resistência do país comandado por Volodymyr Zelensky. Somado a isso, a imprensa americana tem analisado a situação das financeiras do país agressor e constatado que Putin está cada vez mais próximo da insolvência e sob o risco de colocar a Rússia em colapso econômico.
Difícil, no entanto, é vislumbrar o ponto de colapso, uma vez que a ajuda da China tem facilitado a vida do ditador russo. Por outro lado, é a mesma China que trabalha com racionalidade as ações nesse sentido e não avançará para além dos seus interesses estratégicos, de obtenção de matéria-prima para sua máquina funcionar.
Tem-se também notícias de uma retração econômica global devido basicamente à crise no estreito de Ormuz, o que pode dificultar a ajuda chinesa ao governo russo, bem como aprofundar a situação já crítica da economia comandada por Putin.
Ou seja, os olhos do mundo estão voltados para o Irã e as ações de Trump, terreno em que a racionalidade tem perdido espaço a cada dia, vista a estratégia canhestra do governante americano para resolver a questão do abastecimento de petróleo ao ocidente, melhor, ao seu país. Trump só olha para o próprio umbigo.
Faltam ao ocidente mecanismos para contenção de excessos, como os cometidos pelo governo americano. Por outro lado, faltam também mecanismos para incentivar iniciativas europeias para sair da paralisia política. A diplomacia europeia é amarrada e, por isso, contida.
Deposita-se muita sabedoria ao tempo, como senhor da razão. Mas pode ser este mesmo tempo o senhor da tempestade perfeita. O desgaste financeiro e político dos conflitos globais mais evidentes vai depender muito do diálogo global, que tem demonstrado fortes limitações, inclusive intelectuais.
Apostar no fracasso financeiro de Putin é uma forma de ignorar sua loucura. Diante de um conflito tão insano, é difícil dizer que o ditador russo não esteja rasgando dinheiro. Se assim não fosse, os cofres de Moscou não estariam tão vazios.
Há sempre uma forma de resistir, mesmo considerando as condições mais primitivas de sobrevivência. O fato é que a cultura geopolítica da negociação perdeu muito terreno com Trump. Sua filosofia de vender imóveis tem-se demonstrado claramente que não é a mais adequada para as questões governamentais. Mas quem tem coragem de dizer isso a ele? A imprensa, claro.




