A Copa do Mundo chega à final
Muitos jogos bacanas e com revelação de talentos; surpreendeu
Não é o fim do mundo. É apenas o fim da Copa do Mundo de 2026. Se jogar uma bola em Ormuz, todo o mundo fica assustado, o Irã acusa os ianques e retalia o Líbano. Se jogar uma bola na Rússia, Putin foge para seu bunker e fica em silêncio gélido, confundindo-a com drones ucranianos. Se jogar uma bola na Casa Branca, Donald Trump expulsa o juiz e o acusa de inimigo da pátria. Se jogar uma bola em Brasília, Lula vai dizer que os jogadores são covardes, porque simplesmente perderam para a Noruega e foram ao shopping.
Mas teremos ainda dois jogos que encerram o evento. Um neste sábado (18), nos EUA, em Miami, no Hard Rock Stadium, em que a França disputa o terceiro lugar com a Inglaterra. França que me decepcionou profundamente, porque esqueceu de pensar uma estratégia para a grande Espanha, que aniquilou o ataque da equipe de Mbappé e fez história, com dois gols que consagraram Pedro Porro e Oyarzabal.
A Inglaterra, de Harry Kane, lutou bravamente, mas Messi estava imbatível. Martinez e Fernández, a dupla de Z, fizeram a festa. Com todo respeito, foi um jogo memorável.
No domingo (19), o time de Messi, a Argentina, enfrenta então a Espanha. Duas escolas distintas, pelo meu entender, chegam à grande final. A primeira é sinônimo de garra, determinação e jogadas individuais que funcionam. Com estilo latino de jogar, é repleta de talentos e pode se tornar tetracampeã, vencendo duas vezes consecutivas a Copa do Mundo. Se isso acontecer, não podemos dizer que não foi por mérito. Messi, de fato, é o gênio do grupo e este pode ser o jogo da sua despedida do campeonato mundial, com louvor.
A Espanha me surpreendeu pela sua capacidade de organização em campo e de trabalhar em equipe. Trata-se do time que começou o campeonato como uma das quatro seleções favoritas à final. Pode, inclusive, fazer com a Argentina a mesma coisa que fez com a França. Talentos não faltam. Por isso, acho que, no cômputo final, esta foi uma grande Copa do Mundo. Muitos jogos bacanas. Os times africanos mostraram força e encantaram o mundo. Só o time brasileiro foi como veio, ou melhor, foi, mas não veio ainda.
Acho que Carlo Ancelotti deve estar pensando se vale a pena continuar carregando esse rojão. Talvez ele fique, uma vez que seu contrato é válido até 2030. Talvez ele se desligue, seguindo o conselho da mulher. Porque até lá, ela que será a rainha da bola, sempre que o Brasil perder, porque não sei se a mãe de Ancelotti ainda está viva. Até que um dia o Brasil acorde e Peter Pan seja eleito presidente, aí tudo volta ao normal. Mudei de assunto. Estou falando da Terra do Nunca. Deixa quieto.




