Corredor Caipira abre inscrições para curso gratuito sobre restauração ecológica
Interessados podem se inscrever até o dia 22 de maio; haverá aulas presenciais e on-line entre os dias 26 de maio e 29 de junho
O projeto “Corredor Caipira: Conectando Paisagens e Pessoas”, que tem patrocínio da Petrobras, está com inscrições abertas para o curso “Da Semente à Paisagem: Estruturando a Restauração Ecológica no Território”, que acontecerá entre os dias 26 de maio e 29 de junho em formato híbrido (com atividades presenciais e on-line). A participação é gratuita.
Os interessados podem se inscrever até o dia 22 de maio por meio do link direto: https://forms.gle/LzfmSdFe8GsJzkRy7. O descritivo do curso está disponível em: https://docs.google.com/document/d/1tyGOzyyBiqRdyOg7SnTFagXjBn6vsEu1iOnB-lywWxQ/
O “Corredor Caipira” é realizado pela Fundação de Estudos Agrários Luiz de Queiroz (Fealq) e pelo Núcleo de Apoio à Cultura e Extensão Universitária em Educação e Conservação Ambiental (Nace-Pteca) da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz/Universidade de São Paulo (Esalq/USP). O patrocínio é da Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental.
Realizado pelo projeto “Corredor Caipira”, o curso “Da Semente à Paisagem: Estruturando a Restauração Ecológica no Território” tem apoio da Prefeitura de São Pedro, por meio da Secretaria Especial de Meio Ambiente e Agricultura (Semagri).
Seleção e certificado
Com 40 vagas disponíveis e carga de 60 horas, o curso terá docentes de diferentes instituições e projetos e reunirá atividades como encontros teóricos, atividades práticas, mutirões e visitas de campo, além de trabalho em grupo e plantões de dúvidas. O intuito é fortalecer a conexão entre pessoas, paisagens e políticas públicas, de forma a estimular intervenções nos territórios.
Os inscritos passarão por um processo de seleção, que prioriza a diversidade de perfis e fatores como engajamento com o território, atuação em temas voltados ao meio ambiente, agricultura e políticas públicas, e potencial de multiplicação dos aprendizados no território.
Receberão certificado de conclusão os participantes que cumprirem, no mínimo, 75% da carga horária total, considerando a participação nas aulas, práticas, plantões e a entrega do trabalho de grupo final.
Objetivos do curso
Entre os objetivos, estão: compreender os conceitos-chave de paisagem, território, conectividade ecológica e restauração; analisar a emergência climática e seus impactos no território do “Corredor Caipira”; identificar os elos da cadeia da restauração: sementes, mudas, viveiros, mão de obra, projetos, financiamento e políticas públicas; conhecer princípios, técnicas e modelos de restauração ecológica adequados ao território; discutir mecanismos de financiamento, instrumentos legais e políticas públicas relacionadas à restauração; estimular processos educativos e comunitários ligados à restauração;
São objetivos também: realizar, em grupo, uma investigação de campo em experiências reais de restauração, por meio de visitas, observação e entrevistas, visando analisar seus avanços, desafios, lacunas e potencialidades na cadeia da restauração ecológica; sistematizar e comunicar os aprendizados das experiências investigadas por meio de produtos de educomunicação, especialmente em formato de podcast; e fortalecer redes locais e a articulação entre pessoas, iniciativas e instituições.
Formação integrada
De acordo com a coordenadora de educação e políticas públicas do “Corredor Caipira”, Karine Faleiros, que também é coordenadora pedagógica do curso, a proposta é realizar uma formação integrada, que articula conhecimento técnico, reflexão crítica, ação prática e mobilização social, especialmente no território de atuação direta do projeto, formada pelos municípios paulistas de Piracicaba, São Pedro, Águas de São Pedro, Anhembi e Santa Maria da Serra.
“O curso nasce da urgência de responder à crise climática, à degradação ambiental e aos desafios concretos para a restauração de ecossistemas no interior paulista. Há demandas crescentes de ações de restauração ecológica associadas à proteção de recursos hídricos, recomposição de paisagens produtivas, adequação ambiental, cumprimento de legislações e adaptação às mudanças climáticas”, explica a coordenadora.
“Os territórios ainda carecem de uma cadeia de restauração estruturada, envolvendo sementes de qualidade genética, viveiros, mudas, mão de obra qualificada, planejamento técnico, financiamento, políticas públicas e processos educativos contínuos”, completa Karine.
SERVIÇO
Mais informações sobre o projeto “Corredor Caipira: Conectando Paisagens e Pessoas” podem ser obtidas no site oficial (corredorcaipira.com.br) ou nas redes sociais: @corredorcaipir
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