Chatice
Quem acompanha a chatice eleitoral sabe que o “L” na segunda palavra do título deve-se às fraldas que o Renan Santos (Missão) levou para Lula e Flávio Bolsonaro na Band, na noite de domingo (23), uma vez que eles não compareceriam ao debate. Segundo Renan, deu cagaço na dupla.
Líderes
Lula optou por uma entrevista na Record, no mesmo dia e horário. Flávio disse que ele deveria debater com o Lula apenas, uma vez que ambos lideram as pesquisas. Os demais candidatos eram desinteressantes apenas coadjuvantes, para o filho do Jair.
Mineiro
Zema disse que não foi porque decidiu se preparar exatamente no horário do debate para a entrevista que daria à Globo no dia seguinte (hoje, 24). Sabe como é, o argumento dele quase me convenceu.
Esperteza
O fato é que debate eleitoral é chato, os candidatos são chatos e o Lula é esperto como um urso. Uma esperteza, por sinal, que beira a covardia, não fosse seu público achar tudo muito animado. Petista também sabe trocar fralda, ou melhor, de canal.
Audiência
Mas quem habilita o candidato para ser ordinário como Lula é o próprio eleitor. Pelo levantamento de TVs sintonizadas, a Record contabilizou o dobro da audiência da Band, e Lula saiu na vantagem. Fora os que dormiram diante da tela, alguns adeptos do apedeuta devem ter ouvido suas ordinarices.
Mentiras
Ou seja, enquanto os demais candidatos debatiam na Band, Lula imperava sozinho na Record, com o dobro de pessoas ouvindo suas mentiras. Claro que ele falava apenas para os seus. Mesmo assim, cabe perguntar: Quanto ele pagou para isso?
Canais
O fato é que pouca gente trocou a Globo para ver e ouvir conversa fiada em outros canais. Quem sabe, no segundo turno, o cenário seja outro e o debate em TV seja uma necessidade para os candidatos.
Síntese
Se tivesse que sintetizar a explicação para o fato de Lula não ter ido à Band, eu diria: ele só perderia com isso e seu pragmatismo é a medida do seu cinismo. Ele sempre foi assim, desde o tempo em que procurava emprego de presidente da República, nos anos 1980.
Emprego
Depois que arrumou o emprego, somente aprimorou suas habilidades para a trapaça. Seu eleitorado gosta de ser enganado e pode ser que Lula se renove para mais quatro anos em suas habilidades perversas, com o título de Impostor Soberano I.
Raivoso
No caso de Flávio Bolsonaro, o desprezo pelos demais candidatos o enfraquece. E se, porventura, ele ganhar de Lula, o que acho difícil, será por boa fatia de voto raivoso, que seria dada a qualquer outro candidato que passasse ao segundo turno contra o petista.
Mais
Haja fralda.




