A campanha de Lula é uma avalanche de fake news. Segundo os militantes petistas que invadiram as redes sociais, com a eleição de Flávio Bolsonaro, os pobres vão desaparecer da face da terra de tão descuidados que serão.
Como a maioria dos brasileiros é pobre, com o fim de todos os programas sociais propalado, o país estaria com os dias contados para iniciar um processo de declínio acelerado rumo ao caos.
Isso porque as primeiras pesquisas indicavam vitórias de Flávio Bolsonaro no segundo turno. Se as próximas pesquisas desta semana indicarem o mesmo cenário, os petistas terão vários caminhos a percorrer, mas creio que vão intensificar a mesma estratégia vários tons acima.
Se Flávio ganhar, vão dizer: o Rio São Francisco vai secar, a floresta amazônica vira pasto, todos os santos católicos serão abolidos das igrejas e o inferno será instituído como política oficial no país.
Uma barbaridade de tese, eu sei. Mas haveria alguma alternativa? É possível imaginar um militante cáustico petista cauteloso e sereno, aceitando a alternância de poder?
Claro que, por outro lado, se Lula começar uma escalada positiva, com a possibilidade de reversão do cenário, todos vão dizer que salvaram o Brasil do que seria o pior governo do mundo.
Olhando pela ótica dos governadores e senadores eleitos, que apoiam Flávio Bolsonaro, temos uma diversidade imensa de perspectivas para o país se unindo em um mesmo bloco.
Esta frente poderia trazer mais tranquilidade na hora da escolha do novo presidente, sem catastrofismos. Mas não. Sem Lula, os petistas vislumbram apenas o temor da destruição do que eles chamam de conquistas.
Então vejo dois cenários para esta semana. Se as pesquisas indicarem ascensão de Lula, os petistas vão se vangloriar de estarem em um processo salvacionista. Se Lula estiver ainda atrás, vão acionar o sistema blackout total 2.0 e investir em mais virulência.
Conhecedor que sou dessa galera, depois das eleições, todos voltam ao normal, independentemente do candidato vencedor. Cada um retorna aos seus respectivo esqueminha para sobreviver de dinheiro público, e a avalanche infernal, que ia destruir a Terra, se congela em uma cena irreconhecível, depois se desmancha no ar como um delírio após um sono bom.





