Derrapadas da semana
Tudo contra todos, mas o eleitorado prefere um dos lados, mesmo assim
Flávio Bolsonaro viu escapar a oportunidade de ter Tereza Cristina (PP) como vice. Seria um bom nome para melhorar a sua imagem. Foi uma barrigada. Tereza Cristina é de partido do Centrão, que não larga o poder nem a pau, assim como o PL de Flávio.
O partido dela optou por ficar na neutralidade. O negócio desse pessoal é estar forte no Congresso Nacional, onde rolam as negociações de todos os valores, digo, as discussões de todas as naturezas. Isso significa que o grande negócio é eleger deputados federais e senadores. A presidência da República não tem importância. Eles estarão sempre ao lado do vencedor.
Flávio disse que vai continuar em sua luta para ter a senadora ao seu lado. Mas o jogo do PP é o mesmo dos demais partidos do Centrão, que jogam com as questões regionais. Há região do país em que o PP está com Lula, por exemplo. Se Cristina se prender a Flávio, as tratativas regionais podem ser comprometidas. É normal para essa gente não haver critérios programáticos quando o objetivo é apenas não perder espaço.
Lula, por sua vez, viu velhos problemas ganharem força novamente. Seu filho Fábio Silva voltou às manchetes dos jornais, como alvo da PF, que investiga sua participação no esquema de rapinagem do INSS, com ajuda, supostamente, do Careca e de Roberta Luchsinger.
O cenário não é nada bom para Lula. Tanto é que ele já resolveu entregar o filho aos leões, caso algo seja comprovado contra o Lulinha. Doidão e perdido em cena, o filho do apedeuta vive hoje na Espanha, segundo os jornais. Acredita-se que seja uma forma de se esconder da Justiça brasileira e proteger o pai. Mas parece que estar fora do país só piora a situação.
Contra Lula, há também o caso Jaques Wagner. O Galego é seu amigo do peito e está envolvidíssimo em esquemas com Daniel Vorcaro, o suposto dono do famigerado Banco Master, que teria repassado a ele e familiares recursos financeiros diversos.
Wagner tem afirmado que é inocente. Mas os indícios das transações vão no sentido contrário da sua tranquilidade aparente. Ele é candidato a reeleição para o senado, mas pode ter sua candidatura invalidada caso seja pego em descaminho. Ou não. Pelas pesquisas, hoje ele seria reeleito, mesmo com tudo que acontece contra seu nome.
Lula tem ainda o apoio de Donald Trump. O petista aposta na campanha de que ele protege o Brasil dos infortúnios trumpistas. É a malfadada soberania. O empresariado se irrita com isso, porque o momento econômico com os EUA é de negociação e não de politicagem, que pode prejudicar ainda mais as exportações brasileiras.



