Primeira Hora: Descaminho
Primeira Hora: Malas sem fiscalização fazem parte do enredo e há dúvidas sobre o que possa ter acontecido para elas não passarem pelo raio-x
Todo dia a mesma surpresa vinda da PF. A investigação agora é do passeio de Hugo Motta e Ciro Nogueira a paraíso fiscal (Saint Martin, no Caribe) com dono de empresa de apostas (Tigrinho).
Malas sem fiscalização fazem parte do enredo e há dúvidas sobre o que possa ter acontecido para elas não passarem pelo raio-x.
É assim no Brasil. O parlamentar vai a paraíso fiscal, com dono de empresa de jogo de azar, e há dúvidas sobre o que aconteceu.
Hugo Motta informou que foi tudo com nota e dentro do protocolo republicano. Claro que sim. Não temos dúvida da idoneidade desses parlamentares.
Quem tem dúvida é a PF, que suspeita de ‘descaminho’ e ‘contrabando’. Eu só fico perguntando, descaminho de quê?
Para o empresário Fernando Oliveira Lima, dono de bets, nas malas havia apenas itens pessoais. O descaminho foi apenas descuido.
Lembro de Raposão, em “A Relíquia”, de Eça de Queiroz, que trocou de malas por engano, durante uma viagem a Jerusalém, a Terra Santa.
Como era um vadio, acabou se enrolando com uma mulher na viagem e trocou de mala com ela, por descuido.
Só que ele havia comprado um monte de relíquias para presentear sua tia, que lhe proporcionou a viagem para tirá-lo do descaminho.
Quando abriu a mala com as prendas para a beata, só se viam roupas íntimas de mulher. A tia desmaiou.
Mas o descaminho de Ciro Gomes e Hugo Motta foi diferente. Eles foram a uma ilha fiscal com um homem investigado (o tal dono da bets) e devem ter comprado um monte de souvenirs para suas respectivas esposas.
Mas quando abriram a mala em casa... Só maços de dólares. Como pode isso, PF? Descaminho. Não há margem de dúvida.





