Veterinária Renata Rolim, do CCZ, aplica vacina contra raiva; imunização gratuita é oferecida para cães e gatos a partir dos 3 meses
O Dia Mundial contra a Raiva, celebrado em 28 de setembro, reforça a importância da prevenção contra uma das zoonoses mais graves conhecidas. Em Piracicaba, o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) alerta a população para os cuidados com animais silvestres, especialmente morcegos, e reforça a necessidade de manter a vacinação antirrábica de cães e gatos em dia.
A raiva é uma doença infecciosa causada por um vírus que pode acometer todos os mamíferos, incluindo seres humanos, cães, gatos e animais silvestres. A transmissão ocorre principalmente pela saliva de animais infectados, por meio de mordidas, arranhaduras ou lambeduras em ferimentos e mucosas. Após o aparecimento dos sinais clínicos, a doença apresenta letalidade próxima de 100%.
O Brasil completou, em 2026, 10 anos sem registro de raiva humana transmitida pelas variantes clássicas do vírus associadas a cães. Isso demonstra o impacto das medidas de controle da raiva urbana, mas não significa que a doença esteja eliminada: atualmente, o principal desafio está relacionado à circulação de variantes silvestres, especialmente aquelas associadas aos morcegos. Embora a raiva causada pelas variantes clássicas de cães esteja sob controle, cães e gatos ainda podem se infectar com variantes provenientes de animais silvestres, especialmente aquelas associadas aos morcegos.
CINCO RESULTADOS POSITIVOS - A circulação do vírus da raiva entre morcegos continua sendo identificada em diferentes municípios paulistas. Em Piracicaba, cinco morcegos já tiveram resultado positivo para raiva em 2026.
Os animais foram encontrados em diferentes regiões do município: dois no bairro São Dimas, um no Parque São Jorge, um na Chácara Espéria e um no bairro Campestre.
De acordo com o CCZ, esses registros reforçam a importância da vigilância e dos cuidados da população, especialmente porque qualquer espécie de morcego pode estar infectada, independentemente da espécie.
Em condições normais, um morcego saudável não costuma permanecer no chão durante o dia. Por isso, animais encontrados caídos, mortos, voando durante o dia, dentro de residências ou apresentando comportamento incomum devem ser considerados de risco.
Nessas situações, a orientação é não tocar nem tentar capturar o animal.
A população deve afastar crianças e animais domésticos do local; não tocar no morcego, mesmo que esteja morto; se possível, colocar um balde ou caixa sobre o animal, sem tocá-lo; acionar o CCZ para realizar o recolhimento adequado.
Caso uma pessoa ou animal tenha tido contato direto com o morcego, é preciso comunicar imediatamente o serviço de zoonoses e procurar uma unidade de saúde.
O último caso de raiva registrado em um animal doméstico em Piracicaba ocorreu em 2018, em um gato.
Apesar do período sem novos registros em cães e gatos no município, casos recentes em outras cidades paulistas demonstram que a circulação do vírus entre animais silvestres representa uma fonte de risco para os animais domésticos.
Em novembro de 2025, um gato foi diagnosticado com raiva em Jundiaí. Já em agosto de 2026, um cão teve diagnóstico positivo em São João da Boa Vista.
Por isso, o CCZ reforça que a vacinação de cães e gatos continua sendo uma das principais formas de prevenção.
VACINAÇÃO - Mesmo com o controle da chamada raiva urbana no Estado de São Paulo, cães e gatos devem permanecer protegidos por meio da vacinação.
Um animal doméstico não precisa necessariamente sair de casa para entrar em contato com o vírus. Um morcego infectado pode entrar em uma residência e ter contato com um cão ou gato. No caso dos gatos, o comportamento predatório pode aumentar a possibilidade de contato com morcegos e outros animais silvestres.
Além de proteger o próprio animal, a vacinação também reduz o risco de transmissão da doença para as pessoas.
Em Piracicaba, o Centro de Controle de Zoonoses funciona como posto fixo de vacinação antirrábica gratuita para cães e gatos a partir de três meses de idade.
O CCZ está localizado na rua Dionísio Dal Picolo, nº 21, no bairro Jupiá. O atendimento ao público ocorre de segunda a sexta-feira, das 8h às 15h30, e aos sábados, das 8h às 11 horas.
Ouras informações podem ser obtidas pelos telefones (19) 3427-3008 e (19) 3427-2683
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