Ultrassonografia com Doppler: a inovadora solução para complicações de preenchimentos faciais
Sua beleza vale a pena: conheça os riscos dos preenchimentos faciais e como evitá-los
A busca por um padrão estético tem levado cada vez mais pessoas a recorrer a procedimentos estéticos. Nesse cenário, uma pesquisa do Instituto de Radiologia (InRad) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (https://www.mdpi.com/2075-4418/16/11/1587) analisou 100 casos de complicações vasculares provocadas por preenchimentos faciais e identificou o potencial da ultrassonografia com doppler para o diagnóstico precoce e o direcionamento do tratamento.
Rosa Sigrist, médica radiologista especializada em ultrassonografia dermatológica do InRad e primeira autora do estudo, explica que à medida que cresce a procura por esses procedimentos também aumenta o número de complicações. Entre elas estão as oclusões vasculares que, embora raras, podem provocar necrose da pele, cegueira e até acidente vascular cerebral (AVC).
Ultrassom auxilia na identificação das obstruções
Ao analisar 100 casos de complicações vasculares após preenchimentos faciais, no Brasil e em outros países, a pesquisa buscou compreender como a ultrassonografia com doppler pode auxiliar na identificação das obstruções provocadas pelo procedimento. O objetivo é fornecer evidências que ajudem médicos a diagnosticar essas complicações com mais precisão e iniciar o tratamento rapidamente, aumentando as chances de recuperação dos pacientes.
Segundo Rosa Sigrist, a ultrassonografia com doppler permite localizar com precisão a obstrução vascular causada pelo preenchimento facial, auxiliando os médicos a direcionarem o tratamento de forma mais assertiva. Além de acelerar o diagnóstico, o exame orienta a aplicação da enzima que dissolve o preenchedor exatamente na região da obstrução, aumentando as chances de recuperação e reduzindo o risco de sequelas, como a necrose da pele.
A especialista destaca que essa é uma aplicação relativamente recente da ultrassonografia na dermatologia e que o estudo da vascularização da face ainda é um campo pouco explorado.
Escolha de profissionais qualificados reduz riscos
Diferentemente da avaliação das artérias carótidas, cuja utilização da ultrassonografia já é consolidada, a aplicação da técnica na face é recente e vem ganhando espaço com o avanço da tecnologia. Para Rosa Sigrist, ampliar o conhecimento nessa área é fundamental para aperfeiçoar o diagnóstico e o tratamento das complicações decorrentes dos preenchimentos faciais.
Para reduzir o risco de complicações, a médica recomenda que os pacientes procurem profissionais capacitados e preparados não apenas para realizar o procedimento, mas também para identificar e tratar possíveis intercorrências. Ela ressalta que nenhum procedimento estético é isento de riscos e alerta para o perigo de escolher o profissional apenas pelo menor preço, já que complicações podem exigir atendimento multidisciplinar e intervenção rápida para evitar sequelas.
Fonte: Jornal da USP.




