Enquanto se descobre o que todo mundo já sabia, o STF vive uma luta intestina entre seus integrantes. Alexandre de Moraes tenta se impor no braço, já que na cabeça ele perdeu. Na moral, nem se fala.
Espera-se ao menos juízo de André Mendonça e Edson Fachin para que se abra uma investigação contra Moraes e para que a disputa não se dê sobre protocolos. É por aí que Moraes quer arrastar a questão.
Um erro de protocolo, para essa turma do crime, é superior ao crime propriamente dito. Impressionante. Assim, eles acabaram com todas as investigações relevantes ocorridas na última década no país e que chegaram a nomes importantes da política.
Paulo Gonet, o comparsa de Moraes, segue exatamente esta linha, protocolar, e não se dá conta de que seu nome foi para as manchetes com o do seu chefe, expondo nuances de sobra sobre sua conduta, mais do que suficientes para incriminá-lo.
A casa caiu. É o que diz o editorial de ontem do Estadão, que noticiou tudo o que vazou, sem impedimentos, da Polícia Federal sobre Moraes e Vorcaro, o suposto dono do Banco Master. Pedir para que Moraes renuncie ao cargo talvez seja insuficiente. Em uma estrutura em que está tudo mancomunado, é bem possível que o Senado faça vistas grossas à realidade.
Se um cair, caem muitos; não sobra um, meu irmão. E ninguém vai querer perder a imunidade da função. É um país que se revela pelas suas entranhas. Perdeu-se a presunção de inocência e escancarou-se o que Brizola chamava de “descalábrio”.





