As urnas eletrônicas que serão utilizadas no 2º turno das Eleições 2026 em São Paulo começam a ser preparadas na próxima quarta-feira (14). A partir das 11 horas, todas as zonas eleitorais do estado vão iniciar a cerimônia pública para gerar as mídias com as informações que serão inseridas nas máquinas, além de dar carga e lacrar os equipamentos para a votação de 25 de outubro.
Cerca de 114,5 mil urnas, incluindo as de contingência (usadas em eventuais substituições), passarão pelo procedimento. Somente na capital, serão mais de 28 mil. A preparação deve terminar, no máximo, até 23 de outubro, antevéspera do pleito.
A exemplo do que ocorreu para o 1º turno, a cerimônia é iniciada com a geração das mídias com os sistemas eleitorais e dados do eleitorado e das candidaturas para o 2º turno. As mídias são dispositivos semelhantes a pen drives, em que são gravadas as informações necessárias para o funcionamento das urnas.
Na sequência, os dados das mídias são inseridos nas máquinas (procedimento de carga) correspondentes a cada seção eleitoral. Nessa etapa, as urnas também passam por um teste de funcionamento, sendo posteriormente lacradas para a votação.
A lacração das urnas é feita com selos produzidos pela Casa da Moeda para garantir a integridade dos sistemas e arquivos instalados. Os lacres são assinados pela juíza ou juiz eleitoral ou pela chefia do cartório. Confira o vídeo produzido pela Secretaria de Comunicação do TRE-SP sobre o procedimento.
Os procedimentos de fiscalização e auditoria do sistema eletrônico de votação estão dispostos na Resolução nº 23.673/2021, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), alterada pela Resolução TSE nº 23.758/2026, bem como na Resolução TRE-SP nº 696/2026.
Os editais de convocação para as cerimônias de geração das mídias e preparação das urnas são publicados por cada zona eleitoral na página Eleições 2026 do TRE-SP, na aba “Editais e comunicados”.
Durante a cerimônia, é assegurado o livre acesso aos representantes das seguintes entidades fiscalizadoras, que podem acompanhar as atividades, desde a geração de mídias até a lacração das urnas:
partidos políticos, federações e coligações;
Ordem dos Advogados do Brasil (OAB);
Ministério Público;
Defensoria Pública;
Congresso Nacional;
Controladoria-Geral da União;
Polícia Federal;
Sociedade Brasileira de Computação;
Conselho Federal de Engenharia e Agronomia;
Conselho Nacional de Justiça;
Conselho Nacional do Ministério Público;
Tribunal de Contas da União;
Confederação Nacional da Indústria, demais integrantes do Sistema
Indústria e entidades corporativas pertencentes ao Sistema S;
entidades privadas brasileiras sem fins lucrativos, com notória
atuação em fiscalização e transparência da gestão pública, credenciadas
perante o TSE;
departamentos de tecnologia da informação de universidades credenciadas perante o TSE.
A cerimônia é pública e também pode ser acompanhada por qualquer cidadã ou cidadão interessado. Para participar, é necessário apresentar documento oficial de identificação com foto. Eventuais dúvidas ou questionamentos sobre o processo poderão ser formalizados por escrito, durante a cerimônia. A norma orienta que o público não se dirija diretamente às técnicas, aos técnicos ou às servidoras e aos servidores da Justiça Eleitoral durante a realização das atividades.
Tanto os representantes das entidades fiscalizadoras quanto os cidadãos presentes na cerimônia devem assinar lista de presença.
Após os procedimentos, as urnas eletrônicas ficam armazenadas e são transportadas para os locais de votação na véspera do pleito. Não é possível utilizar os equipamentos antes de 25 de outubro, data do 2º turno, porque os sistemas estão programados para permitir que eles só funcionem durante o dia e horário da votação.





