Geraldo Melo Filho, Francisco Maturro, Thais Vieira, Leonardo Silvestri Szymczak e Rui Rosa - crédito: Gerhard Waller
A Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP) sediou, no dia 6 de outubro, em Piracicaba (SP), o Fórum ESALQ e o Futuro do Agro: ciência, campo e inovação por meio da ILPF. Realizado em parceria com a Rede ILPF, o encontro integrou a programação comemorativa dos 125 anos da Esalq e da 69ª Semana Luiz de Queiroz.
O Fórum reuniu pesquisadores, lideranças do agronegócio, empresas, produtores rurais, técnicos, estudantes e representantes de instituições públicas para discutir o papel da ciência e da inovação no desenvolvimento da agropecuária brasileira e os desafios para ampliar a adoção de sistemas de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF).
A programação abordou diferentes aspectos relacionados ao desenvolvimento dos sistemas integrados. Após a abertura institucional e a palestra magna, foram realizados três painéis. O primeiro, “Ciência e inovação: as bases da ILPF”, discutiu a contribuição da pesquisa e do conhecimento científico. Em seguida, o painel “ILPF na prática: eficiência e geração de valor na cadeia produtiva”, tratou das experiências e desafios relacionados à aplicação dos sistemas no campo. O último painel, “O futuro da ILPF: políticas públicas, inovação e expansão”, debateu os caminhos para ampliar a adoção da tecnologia no País.
Na mesa de abertura, a diretora da Esalq, professora Thais Vieira, destacou que os sistemas integrados no campo são mais um destaque da agricultura nacional. “Quem trabalha com agricultura já conhece a complexidade dos sistemas agroalimentares e, com os desafios atuais das mudanças climáticas e segurança alimentar e nutricional, esse grau de complexidade só aumenta. Ao celebrarmos os 125 anos da Esalq, reafirmamos que nosso papel é formar profissionais que trabalham para solucionar esses problemas e promover integrações com as entidades envolvidas em toda cadeia agro”.
Francisco Maturro, Presidente Executivo da Rede ILPF, reforçou que a integração dos sistemas no campo potencializa a produção, preservando a mesma área. “Temos 165 milhões de hectares em pastagens, que pode ser convertida em sistemas integrados de produção, ou ILPF como chamamos. E isso só é possível em países como o Brasil, de clima tropical. Com a aproximação com instituições de ensino e pesquisa como a Esalq, conseguiremos melhorar esse sistema e com isso melhorar a renda do produtor”.
O Secretário estadual de agricultura de São Paulo, Geraldo Melo Filho, abordou porque a integração lavoura, pecuária e floresta é tão importante para o desenvolvimento da agricultura paulista. “É uma maneira de você multiplicar dentro de um mesmo espaço a produção. Com isso o produtor diversifica, aumenta a produtividade e renda. Portanto os sistemas com ILPF é uma maneira permitir que áreas degradadas, áreas menos produtivas, passem para uma situação de produção plena e com viés de futuro”.
Durante o evento, também foi assinado um protocolo de cooperação entre Esalq/USP e Rede ILPF, que prevê a realização de projetos e iniciativas de interesse comum, unindo conhecimento, ciência e capacidade de articulação.
“Não basta desenvolver tecnologia. Precisamos formar pessoas capazes de compreender, aplicar e multiplicar esse conhecimento. Quando aproximamos universidade, pesquisa, produtores e setor produtivo, criamos condições para que a inovação efetivamente chegue ao campo”, afirmou Francisco Matturro.
O evento teve transmissão ao vivo pelo youtube:




