O silêncio. A reeleição de Lula. Tirar André Mendonça da relatoria. A ação de Paulo Gonet, o PGR. Eis algumas estratégias do pessoal do poder do STF, em parceria com o PT, para tentar abafar o escândalo promovido por Alexandre de Moraes devido à sua relação criminosa com Daniel Vorcaro, suposto dono do banco Master.
De forma vergonhosa, o ministro atua como se nada tivesse acontecido. Ri à socapa. Parece até que fez curso para exercer o papel de impostor na escola de teatro Compliance Zero.
Para se contrapor ao jogo do crime, há a imprensa investigativa; a atitude ética de Mendonça; a percepção do jogo do PT pela sociedade; o desarme da escola de teatro Compliance Zero, onde Lula é professor; a manifestação dos candidatos da terceira via. As instituições respeitáveis. Há ainda o eleitor atuando como sentinela e votando com responsabilidade.
O Brasil não pode dar sequência a essa viagem vertiginosa ladeira abaixo. Há princípios morais que não podem ser ignorados. Há consequências que macularão a história do país. Especialmente porque vivemos um momento em que há instrumentos para impedir esse descalabro.
Cada passo em direção ao erro ampliará a dificuldade para escaparmos da cilada. Flávio Bolsonaro seria a extensão de uma mesma conduta moral irresponsável e suspeita. Se existe mesmo uma alternativa, ela precisa ser completa e não meia-boca.
O Brasil nunca passou por uma situação como esta, em que os três poderes estão claramente dominados por homens suspeitos, mas com a população em condições plenas de corrigir essa doença moral. Errar nesse momento poderá custar caro a todos os brasileiros de bem. “Ou restaure-se a moralidade, ou locupletemo-nos todos”, como diria Stanislaw Ponte Preta (Sérgio Porto).





