A disputa eleitoral caminha para sua fase conclusiva. Mas só termina quando for confirmado o nome do vencedor. Ululante.
Até lá, domingo à noite, os nervos continuarão à flor da pele e os polos opostos se espelhando. Porque um não existe sem o outro e ambos se rejeitam para continuar vivos.
Não é difícil criticar Flávio Bolsonaro, assim como é fácil criticar Lula. O eleitor médio não precisava dessa infelicidade de ter que escolher entre dois candidatos lastimáveis.
Mas esta é a realidade e vamos ter que desatar o nó. Temos que desatá-lo com humor e sem receio de errar. Sem essa de extremismo.
Ter medo da vitória de Flávio é uma estratégia para se aceitar a reeleição de Lula, em um país que caminha para a ruína.
Infelizmente, a esquerda de Lula é manjada e tudo o que ela tenta acobertar, também.
Querer o fim do governo que comanda o país há quase duas décadas chega a ser um imperativo categórico.
Por falta de argumentos, a campanha de Lula tornou-se, portanto, um jogo, cuja estratégia é manipular os sentimentos do eleitorado. Dizem que vem sendo eficaz.
Mas há motivos para se votar em Lula sem esse jogo temeroso de manipular a realidade com fantasias catastrofistas e o voto é livre.
Mas Flávio não pode brincar de ditador, tese que se aventa na seara petista. Se assim o fizer, deve ser condenado pelos seus aliados e pelo povo brasileiro de forma retumbante.
Ele não pode estar mentindo em sua defesa da democracia. Seus aliados são os garantidores dessa certeza.
Penso que a arte de experimentar deve continuar viva, em um país altaneiro.
A escolha de cada eleitor precisa se libertar das imposições dos grupos. Nada é mais perigoso do que o medo, seja ele de que lado for.
O Brasil precisa de um eleitorado que saiba viver fora do cativeiro, bem como, precisa manter-se corajoso para se contrapor a todos aqueles que tentam manipulam a verdade por interesses que esculhambam o Brasil há séculos.
O direto à escolha é um imperativo categórico.





