Espírito de porco, quero dizer...
Ninguém fala mal de ninguém (no STF), provavelmente porque todo mundo vai precisar um dia da mesma ajuda dos seus pares
O que prevalece no momento entre os ministros do STF é o espírito de porco, quero dizer, espírito de corpo. O que significa a mesma coisa, trocando em miúdos.
Ninguém fala mal de ninguém, provavelmente porque todo mundo vai precisar um dia da mesma ajuda dos seus pares. Isso tem uma explicação mais clara.
Até mesmo Luiz Fux, que se insurgiu contra Alexandre de Moraes em relação à punição que deveria ser dada a Bolsonaro, tem seu escritorinho de advocacia, comandado por familiares, faturando como nunca.
Não se sabe a situação de todos os ministros, mas, com a nota conjunta defendendo as ações de Dias Toffoli, que só fez coisa errada até agora, eles assinam essa mensagem e, assim, se submetem à crítica nacional como um espírito de porco, quer dizer, espírito de corpo, que tenta se defender do indefensável.
Até onde vai isso? Depende do Senado, que precisa tomar consciência da situação. Melhor dizendo, tomar consciência de que, se não fizer nada em relação ao impeachment de Toffoli, estará na mesma lista do espírito de porco, quero dizer, de corpo.
Se estão todos envolvidos (STF e Congresso Nacional) no Carnaval de Vorcaro, dono do banco Master, não importa a ala a que pertençam, estão dançando a mesma música, do crime organizado. E bota organizado nisso.
Não se trata aqui de ilação, mas de inalação do veneno que está no ar. A imprensa responsável pensa a mesma coisa e sente a podridão que emana de Brasília. Se não houver ação segura do Senado, encaminhando a saída de Toffoli do STF o jogo vai ficar cada vez mais pesado para todos os ministros, e não haverá espírito de porco que resista, trocando e miúdos.





