Estudo identifica estratégias para evitar o tecnoestresse
Fenômeno cresceu muito entre os teletrabalhadores depois da pandemia de covid-19
Pesquisa realizada na Faculdade de Ciências Aplicadas (FCA), no campus da Unicamp em Limeira, identificou as estratégias necessárias para evitar o tecnoestresse — que cresceu muito depois da pandemia de covid-19 — entre os teletrabalhadores. Os riscos psicossociais são uma realidade no mundo do trabalho, e a atualização da Norma Regulamentadora número 1 (NR1) torna obrigatória, por parte das empresas, a inclusão desses riscos no gerenciamento dos riscos ocupacionais.
A ex-aluna do programa de Pós-graduação em Administração da FCA Aline Eid Galante aponta em sua dissertação de mestrado as ações eficazes, entre trabalhadores e empresas, para diminuir o tecnoestresse, como a organização do ambiente de trabalho e o dimensionamento adequado das atividades. Para a orientadora da pesquisa, professora Angela Lucas, as empresas ainda mantêm ambientes propícios aos riscos psicossociais.
“As políticas de comunicação em tempo integral, por exemplo, trazem consequências prejudiciais à saúde mental e à vida privada, e muitas pessoas não conseguem se desvencilhar do trabalho nem mesmo nas horas de folga”, afirma Lucas. A orientadora recomenda a dissertação como material de consulta para empresas que queiram se adequar às normas da NR 1.
A servidora pública Ligia Andrade Cunha relata as mudanças provocadas com o crescente uso da tecnologia digital no ambiente de trabalho, abordando a sobrecarga de solicitações na rotina diária, e aponta os resultados de algumas das ações propostas pela pesquisa para diminuir ou evitar o tecnoestresse. O alinhamento de expectativas é uma delas: “A equipe se acalma vendo tudo o que todos estão fazendo”, disse Cunha.
Acesse a dissertação Gestão do tempo e tecnoestresse : uma análise de teletrabalhadores no Brasil em
https://repositorio.unicamp.br/acervo/detalhe/1456705
Matéria: Hebe Rios | Jornal da Unicamp.




