Primeira hora: Estudantes da USP em greve?
Os radicais passaram então a esticar a corda para a radicalização contra o que eles sempre chamam de “sistema”
Estudantes da USP em greve. Isso é fruto de condescendências do passado, em que a esquerda estudantil dizia apoiar movimentos de funcionários e professores e paralisavam as aulas com essa finalidade.
É preciso saber que muitos professores e funcionários apoiam esse tipo de paralisação, especialmente quando ocorre para fortalecer o movimento reivindicatório das duas categorias.
Até que a greve dos alunos ganhou autonomia, com os grupos radicais controlando definitivamente o comando dos alunos, diante de todos os órgãos de representação da classe estudantil.
Os radicais passaram então a esticar a corda de forma radical contra o que eles sempre chamam de “sistema”.
Quando você não entende o mundo, dá nome abstrato para as coisas.
O que é sistema para os ideológicos pode ser sintetizado por um investimento de R$ 9 bilhões por ano do governo do Estado, só para a USP, para folha de pagamento, estudo, pesquisa, extensão e benefícios, além da preservação das estruturas.
Mas a turma da radicalização não sabe que está ali para estudar. Tem dificuldades para conviver com o que não entende e faz de uma tese equivocada um adversário que deve ser combatido. Arrastando consigo todos os alunos. Sendo que a maioria absoluta é pacífica e quer estudar.
Com isso, prejudica a instituição, os alunos e a qualidade do ensino e pesquisa. Estes alunos radicais precisam ser controlados.
Inclusive agora que resolveram invadir a reitoria da USP. Para que isso? Não seria crime?
A identificação dos líderes radicais e o devido enquadramento de cada um deles é fundamental para se saber exatamente o que eles querem, já que não querem estudar.
O lugar deles não é na USP e em nenhuma outra universidade pública. Isso não é perseguição. É separar o joio do trigo. Não faz sentido um bando de radicais interromper o funcionamento de uma instituição tão importante e tão gigante como a USP.
Baderneiros ali não deveriam ter vez. Deveria haver, se já não há, um protocolo para o diálogo sobre questões que precisam ser resolvidas. E a aplicação da lei, porque greve de estudante é ilegal.
Não é com greve que se resolvem os problemas. Mesmo na dor, alunos/baderneiros devem aprender a se comportar perante a lei.




