Tatiana Lacerda Prazeres, secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) - Crédito: Divulgação
Com 188 empresas inscritas e a presença de importantes autoridades do governo federal, Piracicaba recebe nesta sexta-feira (23) o Conexões Produtivas Mercosul–União Europeia, evento promovido pela ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) para ampliar as oportunidades de negócios internacionais. O encontro acontece a partir das 8h30, na sede do Simespi (sindicato patronal das indústrias metalmecânicas de Piracicaba, Saltinho e Rio das Pedras), e é resultado da mobilização da entidade em busca de alternativas para minimizar os impactos das tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos à indústria brasileira.
Entre as autoridades confirmadas estão o presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller; a secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Inovação, Comércio e Serviços (MDIC), Tatiana Lacerda Prazeres; e o secretário-adjunto de Desenvolvimento Industrial, Inovação, Comércio e Serviços do MDIC, Luis Felipe Giesteira. Eles estarão ao lado de empresários, especialistas e representantes de instituições de apoio à indústria para discutir estratégias de diversificação de mercados e fortalecimento das exportações brasileiras.
Piracicaba será a segunda cidade do interior do Brasil a receber o Conexões Produtivas, depois de Itajaí (SC). A escolha da cidade tem relevância especial para a região, que concentra uma importante cadeia produtiva metalmecânica, formada por fabricantes de máquinas, equipamentos, peças e componentes industriais, um dos segmentos mais afetados pelas medidas protecionistas norte-americanas.
A realização do evento é um desdobramento da articulação institucional conduzida pelo Simespi. Em agosto, o presidente da entidade, Paulo Estevam Camargo, liderou uma comitiva que se reuniu com o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, em São Paulo. Na ocasião, foram apresentadas propostas para reduzir os efeitos do tarifaço, preservar empregos e investimentos e proteger a cadeia produtiva regional.
Entre as reivindicações estavam a ampliação do apoio às empresas exportadoras e aos fornecedores que, mesmo sem comercializar diretamente com os Estados Unidos, também sofrem as consequências das restrições comerciais. A busca por novos mercados foi apontada como uma das prioridades para reduzir a dependência do mercado norte-americano.
“Desde o início, nossa preocupação foi transformar as dificuldades provocadas pelo tarifaço em uma agenda de ações concretas. Levamos ao governo federal as demandas dos empresários e mostramos a necessidade de proteger toda a cadeia produtiva. Agora, trazer a ApexBrasil para Piracicaba é uma oportunidade de aproximar nossas indústrias de novos mercados, ampliar o acesso à informação e criar perspectivas de negócios”, afirma Paulo Estevam Camargo.
Novas oportunidades para a indústria
O Conexões Produtivas Mercosul–União Europeia tem como objetivo aproximar as empresas brasileiras das oportunidades comerciais e produtivas relacionadas ao acordo entre os dois blocos econômicos. A iniciativa reúne informações estratégicas, instrumentos de apoio e orientações para que empresas de diferentes portes possam ampliar sua atuação internacional.
Para a secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Lacerda Prazeres, o desafio é transformar as possibilidades abertas pelos acordos comerciais em resultados efetivos para as empresas. “Nos últimos anos, o Brasil promoveu uma expansão histórica de sua rede de acordos comerciais, abrindo oportunidades muito significativas para os exportadores brasileiros. O desafio agora é transformar essas oportunidades em negócios concretos. O evento em Piracicaba contribui justamente para aproximar o acordo Mercosul-União Europeia do setor privado, permitindo que as empresas identifiquem, de forma prática, como aproveitar as novas condições de acesso ao mercado europeu para ampliar suas exportações”, afirma.
O evento é realizado pela ApexBrasil, pela ABDI (Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial) e pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, com apoio do Simespi, Sebrae, INPI, BNDES e Inmetro.



