Exportações crescem 7,5% em Piracicaba, mas saldo comercial segue negativo
Regional do Ciesp movimenta US$ 173,4 milhões em vendas, puxadas por máquinas e equipamentos; importações somam US$ 293,5 milhões
A Diretoria Regional do Ciesp Piracicaba iniciou 2026 com alta nas exportações e importações. Em janeiro, as vendas avançaram 7,5% em relação ao mesmo mês de 2025, passando de US$ 161,2 milhões para US$ 173,4 milhões.
Os principais produtos exportados foram máquinas e instrumentos mecânicos (63,9%), seguidos por ferro e aço (11,4%) e produtos químicos orgânicos (8,9%).
Os Estados Unidos se destacaram como maior destino, absorvendo quase metade das vendas (49,8%), seguidos por Peru (8,6%) e Argentina (5,3%).
Do lado das importações, a regional registrou alta de 3,6%, totalizando US$ 293,5 milhões frente aos US$ 283,2 milhões em janeiro de 2025. As compras se concentraram em máquinas e instrumentos mecânicos (45,7%), equipamentos elétricos (16,8%) e veículos automotores e tratores (11,8%).
Entre os principais fornecedores, destacaram-se Coreia do Sul (32,3%), China (16,8%) e Estados Unidos (16,8%).
Contexto e perspectivas
Desde a adoção das novas tarifas (tarifaço), em agosto de 2025, o impacto sobre o fluxo exportador foi considerado moderado. A expectativa agora é pela intensificação da prospecção de novos mercados, estratégia que deve se consolidar ao longo do ano.
O desempenho positivo da regional Piracicaba contrasta com o cenário estadual: 21 diretorias registraram queda nas exportações e 22 apresentaram retração nas importações. Apesar disso, Piracicaba encerrou janeiro com saldo comercial negativo de US$ 120,1 milhões.
Com esse resultado, a regional ficou na 12ª posição entre as diretorias do CIESP em valores exportados no mês.



