Exportações da Regional Ciesp Piracicaba crescem 6,4% no 1º trimestre de 2026
Com movimentação de US$ 625,8 milhões, região consolida-se na 11ª posição do ranking estadual de exportações.
A Diretoria Regional do CIESP Piracicaba registrou alta de 6,4% nas exportações industriais no primeiro trimestre de 2026. Entre janeiro e março, o volume de vendas subiu de US$ 588,3 milhões (2025) para US$ 625,8 milhões.
Para Homero Scarso, gerente regional do Ciesp-Piracicaba, o resultado positivo demonstra a solidez da base industrial local em um cenário de estabilidade econômica regional.
A regional Piracicaba representa oito municípios: Águas de São Pedro, São Pedro, Santa Maria da Serra, Charqueada, Laranjal Paulista, Rio das Pedras e Saltinho, mais Piracicaba.
Tecnologia e Mercados Estratégicos
A tecnologia industrial continua sendo o motor das vendas externas. O setor de máquinas e equipamentos mecânicos liderou as exportações com 63,2% de participação, seguido por açúcares e produtos de confeitaria (8%) e produtos químicos orgânicos (7,8%).
Os Estados Unidos permanecem como o maior parceiro comercial, absorvendo 49,4% dos produtos. No mercado sul-americano, Peru (5,1%) e Argentina (4,9%) completam a lista dos principais destinos da produção regional.
Importações e Balança Comercial
Para sustentar o ritmo de produção e a modernização fabril, a indústria local manteve um fluxo intenso de importações de componentes mecânicos (47,3%) e materiais elétricos (16,4%), vindos principalmente da Coreia do Sul (29,7%), China (18,4%) e EUA (16,9%).
Devido a essa alta demanda por insumos e bens de capital para transformação, a regional encerrou o trimestre com um saldo comercial de US$ 271,7 milhões negativos.
Scarso explica que “esse perfil é característico de polos industriais avançados, que importam tecnologia para agregar valor e reexportar produtos de alta complexidade”.
Expectativas de Continuidade
Scarso explica ainda que “Mesmo com ajustes tarifários ocorridos no segundo semestre de 2025, o impacto na balança comercial regional foi controlado, preservando a competitividade das empresas locais”.
“O momento é de consolidação. Estar entre as 11 maiores exportadoras do estado demonstra maturidade da nossa indústria. O saldo comercial reflete nossa necessidade de insumos globais para produzir tecnologia de ponta. O objetivo agora é ampliar nossa presença internacional e apoiar a expansão das operações locais”, afirma Scarso.
Mantendo uma trajetória de crescimento consistente, o desempenho posiciona a região, portanto, como a 11ª principal força exportadora entre as diretorias do CIESP no estado de São Paulo.




