Lobão, roqueiro, músico, escritor e performer midiático. Como, aliás, quase todo mundo hoje em dia. Naquela época, pelos idos de 2015, isso era novidade. E sua metralhadora giratória saiu atirando para tudo que é lado.
Caricatura do Tempo do Onça. Ou seja, 2015. Ainda não estávamos no tempo da Capivara, embora já tivéssemos passado pela primeira Era Lula. Em plena vigência, a Era da Anta, de 2011 a 2016.
Lobão distribuía petardos com sua metralhadora, em livros como 50 Anos a Mil e Manifesto do Nada na Terra do Nunca. Foram vômitos de inconformidade com a bandalheira que, anos depois, percebemos estar institucionalizada. Mesmo com as revelações sobre o Mensalão, Petrolão, pela operação Lava-Jato. Que deram em nada, na Terra do Nunca.
Sua presença na mídia e a proximidade com Olavo de Carvalho rendeu-lhe críticas da esquerda, vigente no poder político e cultural. Não adiantou nada o músico ter renegado sua parceria com o filósofo e performer de mídia, algum tempo depois. Lobão se queimou, ou melhor, foi cancelado, e até hoje carrega este sinal de Caim.
Esta caricatura, pintadas com óleo e acrílica sobre tela, foi exposta com outras, na mostra individual do artista Famosos na Telinha, em 2015, no Centro Cultural Martha Watts, em Piracicaba.



