A Festa das Nações é um evento incrível. Um dos mais bonitos que a cidade já produziu. Sua longevidade é uma prova de sua grandeza. Faça chuva, faça sol, ela acontece e com estilo, variando em detalhes de uma edição para outra.
Em 2026, ao completar 41 anos de história, o Engenho Central sentiu que algumas novidades podem dar à festa um caráter institucional bem diferenciado. Aos poucos, devem ser criados produtos, serviços e atrativos diversos relacionados a ela, com potencial para transformá-la em um caso de estudo.
A ideia das ecobags, apresentada nesta terça-feira (25), é um embrião desse movimento. O produto com a marca Festa das Nações está permitindo uma parceria com o Shopping Piracicaba, uma vez que o consumidor do shopping poderá trocar notas fiscais pelas bolsas. As NF se transformam em recursos financeiros para as entidades. As entidades poderão ainda comercializar elas mesmas as ecobags.
Outros mecanismos estão sendo pensados para que a Festa das Nações se torne uma grife, mais do que um evento sazonal. Isso permitirá que ela fique no imaginário da cidade e possa ser transformada em novos produtos e serviços, fontes permanentes de geração de renda.
Escalonar atividades ao longo do ano para fomentar a marca Festa das Nações deve ser também um propósito estratégico. Mas tudo sem perder a referência. O fundamental é fazer com que as entidades deem mais visibilidade à Festa das Nações como uma matriz de significados sociais.
Ter visão de mercado neste momento é fundamental. A Associação Cultural Festa das Nações de Piracicaba (Fenapi) tem esta função. Sua presidente, Carolina Angelelli, sabe como fazer para que as coisas aconteçam e com segurança. Isso tudo, sem depreciação e com estilo. Em pouco tempo, teremos uma marca nacional, de alto valor agregado, que também é uma grande festa realizada anualmente no Engenho Central.
A primeira-dama, Valkíria Callovi, tem essa preocupação e defende esta tese: a Festa das Nações como uma grife, que gera riqueza e abastece as entidades assistenciais de Piracicaba, permitindo um avanço na qualidade de vida no município.
Seria um salto de qualidade, um amadurecimento da ideia que nasceu lá com a senhora Rosa Maluf, nos anos 1970, de forma modesta, e se desenvolve, integrando-se ao imaginário da cidade, da região e do país, como uma grande proposta social, que pode ser também uma grande marca do atual governo municipal.





