Fiz um servicinho, e daí?
Estão querendo incriminar um senador só porque ele fez um servicinho a um bandido
Está bem. Agora o senador da República Flávio Bolsonaro saca da algibeira essa história melancólica de que prestou serviço de advocacia a uma empresa envolvida no esquema de Daniel Vorcaro, o suposto dono do banco Master.
Nunca ninguém soube sequer que ele era advogado. Mas, vá lá, é advogado. E o primeiro serviço de seu escritório que vem a público é exatamente para uma empresa do esquema Vorcaro.
Claro, como advogado, ele não precisa, necessariamente, escolher cliente. Mas, convenhamos, em plena crise de imagem, com o mundo de olho em seus passos, o esperto senador da República vem com essa de que seu escritório fez um servicinho de R$ 500 mil. E para quem? Para um criminoso. Assim fica difícil. Qual serviço? Mil interrogações.
É o mesmo discurso da advogada Viviane Barci, esposa de Alexandre de Moraes, ministro do STF, com seu modesto contrato de R$ 129 milhões para defender o banco Master. Faz sentido? Essa gente pensa que o eleitor brasileiro é tolo. Por que estão errados? Porque deveriam ter certeza.
Da parte de Lula, blindadíssimo, o apedeuta nada de braçada falando bobagem sobre os EUA. A trupe ignara aplaude o soberano. A PF está no rastro do careca do INSS, aquele mesmo que deu presentinhos ao Fábio, filho de Lula. Mas as investigações vão andar? Claro que não.
É fato. Essas informações são velhas e não influenciam em nada. A muralha bolsonarista vai votar em Flávio Bolsonaro. A muralha lulista vai votar em Lula. O que sobrar, a turma do nem nem, terá seus votos fragmentados, sem capacidade de fazer frente a um e a outro. Entre os dois candidatos que vão para o segundo turno, os votos fragmentados farão a alegria de um dos lados.
Pode não ser assim? Claro que pode. Mas vai depender de as próximas pesquisas apontarem nova tendência do eleitorado do meio. Bem como, vai depender da composição dos candidatos do meio. Fragmentados, eles vão apenas ajudar os extremos e vão eleger , tudo indica, o mesmo de sempre.
É evidente, como o cabelo da feiticeira e o seu poder de encantar os enfeitiçados.





