Após o segundo turno das eleições para presidente da República, está em curso um movimento insano nas redes sociais, encabeçado por eleitores que votaram pensando em mudanças, mas foram surpreendidos por um Lula alavancado pelo discurso do medo e da chantagem.
São antipetistas que pensam em aplicar represálias ao eleitorado que reelegeu Lula. No entanto, tais atitudes, se levadas a cabo, podem apenas levar turbulências adicionais à sociedade brasileira em vez de apresentar soluções aos problemas do país. E quem garante que Flávio Bolsonaro seria uma solução?
Há pessoas dizendo que vão interromper suas ações filantrópicas. Outras prometem cancelar viagens turísticas ao Nordeste com a família, pelo fato de ter sido lá a maior concentração de eleitores vira-casaca.
Há ainda propostas radicais que incentivam empresários a demitir funcionários que votaram em Lula. Para que tudo isso? Essa paranoia revanchista só acentua a pobreza, além de estar com o foco errado.
Porque há também muitos eleitores de Lula na USP, Unicamp, Unesp e Ufscar, inclusive dando aulas e influenciando os jovens para fazerem o L. É uma educação ideológica e medíocre que precisaria ser modificada.
Mas o movimento não segue nesse rumo, de tentar conter a ideologização das universidades públicas, onde se encontra a juventude de classe média. Muito menos é um movimento de pressão para que o Senado tenha um outro presidente – que não o velhaco Alcolumbre – comprometido com as mudanças que o país precisa.
Pressionar o Congresso para que os parlamentares tenham uma postura mais severa contra a política demagógica e assistencialista do governo; pressionar o Senado para que seja aberto um processo de impeachment contra Alexandre de Moraes, e por aí afora, seriam atitudes eficazes e assertivas.
Com a vingança contra o nordestino e os pobres em geral, que votaram em Lula, só piora o quadro social. O pobre ficará ainda mais pobre e a dependência do Estado se ampliará ainda mais, dando força ao petismo. O efeito será o avesso do esperado.
O momento é de relaxar o coração e agir com sensatez, levando conhecimento e atenção aos necessitados. A educação é a chave para o fim do lulismo e do bolsonarismo. Qualquer outro caminho é apenas uma forma de tornar o Brasil um território ainda mais tenso e conflituoso, o que não melhora a vida de ninguém.





