O mês de outubro marca a celebração do Dia Nacional do Idoso e convida a um olhar sobre as transformações no perfil etário da população paulista. No Estado de São Paulo, 8,4 milhões de pessoas têm 60 anos ou mais, o equivalente a 18,4% da população. E, em 2025, esse contingente passou a incorporar uma nova geração: os primeiros representantes da geração X chegaram aos 60 anos.
Formada pelos nascidos entre 1965 e 1980, a geração X começa agora a integrar a população idosa. Entre os paulistas, 549 mil têm exatamente 60 anos e representam 6,6% do total de idosos. A chegada dessa geração à terceira idade ocorre em um momento em que quase um em cada cinco habitantes do Estado já tem 60 anos ou mais.
As mulheres são maioria nesse contingente, e essa diferença aumenta à medida que a idade avança. Considerando a população total do Estado, 10,5% são mulheres com 60 anos ou mais e 7,9% são homens nessa faixa etária.
Outro indicador ajuda a dimensionar a transformação em curso. Em 2025, o índice de envelhecimento paulista chegou a 101,0, o que significa que há 101 pessoas com 60 anos ou mais para cada 100 crianças e adolescentes com menos de 15 anos. Na prática, São Paulo já tem um idoso para cada pessoa com menos de 15 anos.
A comparação com décadas anteriores mostra a velocidade desse processo. Em 1950, eram apenas 11,6 idosos para cada 100 pessoas com menos de 15 anos. O índice passou para 34,1 em 2000, 53,9 em 2010 e 82,3 em 2020. Em 75 anos, o indicador cresceu 8,7 vezes, revelando uma mudança significativa na estrutura etária da população paulista.
Essa transformação também se espalha pelo território paulista. Em 2000, Águas de São Pedro era o único município do Estado em que o número de idosos superava o de crianças e adolescentes. Em 2025, Turmalina apresenta o maior índice de envelhecimento, com 322 idosos para cada 100 pessoas com menos de 15 anos, enquanto Águas de São Pedro registra 270,1.
Diante de um contingente de idosos cada vez maior, o envelhecimento da população também amplia a importância de políticas públicas voltadas a essa parcela da sociedade, capazes de acompanhar suas necessidades e garantir qualidade de vida à medida que São Paulo se torna um Estado cada vez mais longevo.




