
À medida que a idade avança, a diferença entre os sexos na população paulista aumenta a favor das mulheres. Em 2025, dos 45,5 milhões de habitantes do Estado de São Paulo, 18,4% tinham 60 anos ou mais: 4,8 milhões eram mulheres e 3,6 milhões, homens. Outra revelação é que o conjunto de idosos, com 8,4 milhões de indivíduos, está se aproximando numericamente do grupo de 45 a 60 anos. Com 9,2 milhões de pessoas, a chamada geração X – como são conhecidos os nascidos entre 1965 e 1980 –, está chegando à terceira idade. E 6,6% delas, quase 550 mil, já completaram os 60.
Esses dados foram divulgados pela Fundação Seade que há décadas acompanha e analisa a evolução da população do Estado de São Paulo. Segundo o estudo, nos últimos 75 anos, entre 1950 e 2025, o número de pessoas com 60 anos ou mais por 100 indivíduos de 0 a 14 anos, definido como “índice de envelhecimento populacional”, cresceu quase nove vezes no Estado.
Em 1950, a população paulista era predominantemente jovem, com apenas 11,6 idosos por 100 crianças e adolescentes de até 15 anos. No início do século 21, o índice chegou a 34,1. E, em 2025, atingiu 101,0! Ou seja: o número de pessoas a partir de 60 anos está praticamente empatado com aquelas de até 15 anos. Mas os idosos já estão passando à frente.
Alteração da estrutura etária
De acordo com o Seade, isso revela uma importante alteração na estrutura etária paulista, que se torna progressivamente mais envelhecida. Contudo, a distribuição desse fenômeno pelo mapa do Estado de São Paulo não é uniforme. Em 2000, os municípios com os menores índices de envelhecimento concentravam-se ao sul e no litoral paulista. O destaque entre eles era Francisco Morato, na Região Metropolitana de São Paulo, com forte predominância de jovens. Seu índice era de apenas 11,5. Já no Noroeste do Estado, a maioria dos municípios apresentava índices superiores a 40. Mas o único município paulista em que o número de idosos superava o de jovens era Águas de São Pedro, na região central, com 110,9.
Em 2025, o sul do Estado continuava apresentando os menores índices de envelhecimento, como em Itapevi, na Região Metropolitana de São Paulo. Seu índice de 53,8 mostra que ainda há maioria de jovens no município, mas já indica que a população está envelhecendo. As áreas localizadas a noroeste do Estado permanecem com os maiores valores. Lá predominam municípios com índices superiores a 120. O maior foi registrado em Turmalina que, com 322,0, superou Águas de São Pedro, que alcançou 270,1. O fato é que, independentemente da região, nesses 25 anos, os índices de envelhecimento aumentaram significativamente no conjunto do Estado, em razão, sobretudo, da combinação de baixa fecundidade e aumento da expectativa de vida da população.
Fonte: Jornal da USP.



