Haddad (PT) vai para mais uma derrota ao governo do Estado
Sua fama não é nada boa como candidato e terá que aprimorar muito o seu estilo para convencer os paulistas
Fernando Haddad (PT) não conseguiu até agora ser governador do Estado de São Paulo. Sua rejeição nas cidades do interior sempre foi muito elevada e ainda continua.
Ele foi prefeito da cidade de São Paulo de 2013 a 2016, substituindo Gilberto Kassab (PSD), que esteve à frente do Edifício Matarazzo de 2006 a 2012. Haddad foi substituído por João Doria (PSDB), que teve um mandato relâmpago, de 2017 a 2018, quando deixou a prefeitura para disputar o governo do Estado.
Os paulistanos sempre foram muito tolerantes com o PT. Tanto é que elegeram Luiza Erundina (1989 a 1992) e Marta Suplicy (2001 a 2004). Já para o governo do Estado, os petistas nunca tiveram chance.
Em 2002, José Genoino tentou se eleger diante de Geraldo Alckmin (PSDB) e perdeu. Aloizio Mercadante tentou duas vezes, em 2006, quando foi derrotado por José Serra (PSDB), e em 2010, quando perdeu para Alckmin.
Depois, o PT experimentou Alexandre Padilha em 2014, também derrotado por Alckmin. Em 2022, com Haddad novamente no páreo, o candidato do PT ficou na poeira de Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Esta é a segunda tentativa de Haddad para chegar ao Palácio dos Bandeirantes e as pesquisas não são favoráveis a ele, pois corre o risco de perder logo no primeiro turno para Tarcísio de Freitas novamente. Mesmo que haja segundo turno, sua derrota é considerada praticamente certa.
Lula costuma dizer que Haddad seria seu herdeiro natural. Com um herdeiro assim, certamente o PT terá que trabalhar muito para ter alguma chance de sucesso, seja no plano estadual, seja no plano nacional. Afinal, ele já foi testado como candidato a presidente da República, em 2018, e perdeu para Jair Bolsonaro.
O exercício se deu quando Lula estava preso por envolvimento em crimes, segundo as investigações da Lava Jato. Nem mesmo como ministro Haddad foi bem-sucedido. Na Educação (2005–2012), ficou famoso pelo kit gay. Como ministro da Fazenda, mais recentemente, sua fama é de que seria um bom ministro, não tivesse que fazer alguma coisa.






O Haddad é um candidato com zero carisma, a chance de ele voltar a se eleger para um cargo majoritário é bem pequena mesmo.
Creio que a função dele nessa eleição é apenas tentar ir ao segundo turno, para que o Lula tenha palanque em São Paulo.
Mas concordo com você: o Tarcísio deve ser reeleito no primeiro turno.