Infectologista atua na linha de frente da prevenção e do controle de infecções em ambientes hospitalares
Especialista tem papel estratégico na segurança do paciente e no enfrentamento de doenças infecciosas
O médico infectologista, Sidnei Bertholdi, lembra que a infectologia está relacionada à antecipação de riscos e à tomada de decisões baseadas em evidência
Celebrado em 11 de abril, o Dia do Infectologista reforça a importância de um dos profissionais mais estratégicos dentro da estrutura hospitalar. Mais do que atuar no diagnóstico e tratamento de doenças infecciosas, o infectologista desempenha um papel central na prevenção, no controle de infecções e na definição de protocolos que garantem mais segurança para pacientes e equipes assistenciais.
Na Santa Casa de Piracicaba, a atuação da infectologia está diretamente integrada às estratégias de vigilância, controle e resposta a riscos infecciosos, tanto no ambiente hospitalar quanto na comunidade. Em um cenário de circulação constante de vírus, bactérias e outros microrganismos, o olhar técnico e atualizado desse profissional é fundamental para orientar condutas e evitar a disseminação de doenças.
De acordo com o médico infectologista Sidnei Bertholdi, a especialidade está diretamente relacionada à antecipação de riscos e à tomada de decisões baseadas em evidências. “A infectologia não atua apenas no tratamento. Grande parte do nosso trabalho está na prevenção, na definição de protocolos e no monitoramento contínuo de infecções, especialmente em ambientes hospitalares, onde o controle precisa ser rigoroso e permanente”, explica.
O especialista destaca que o avanço das doenças infecciosas e o surgimento de microrganismos resistentes reforçam ainda mais a importância da área.
“Hoje, lidamos com desafios cada vez mais complexos, como as bactérias multirresistentes e a rápida disseminação de doenças infecciosas. Isso exige atualização constante, integração entre equipes e atuação estratégica dentro das instituições de saúde”, acrescenta.
Além da atuação assistencial, o infectologista também desempenha um papel essencial na orientação de medidas preventivas, como a higienização adequada das mãos, o uso correto de antibióticos e a adoção de práticas seguras no cuidado ao paciente — ações que impactam diretamente na redução de infecções e na qualidade da assistência.
A especialidade ganhou ainda mais visibilidade nos últimos anos, especialmente durante a pandemia de covid-19, quando esses profissionais estiveram à frente da elaboração e adaptação de protocolos diante de um cenário em constante mudança. Mais do que responder a crises, a infectologia segue como uma área estratégica para a sustentabilidade dos serviços de saúde e para a proteção da vida.




