Ação será realizada com as capivaras do Parque da Rua do Porto
O processo para esterilização das capivaras que vivem no Parque da Rua do Porto está, neste momento, na etapa de licenciamento ambiental, necessária antes do início de qualquer ação de manejo dos animais. A empresa responsável pelo serviço está elaborando o plano de trabalho que será apresentado ao órgão ambiental – neste caso a Semil (Secretaria de Meio Ambiente, Insfraestrutura e Logística do Estado de São Paulo) para análise e aprovação.
O documento deverá detalhar a metodologia proposta para a realização do manejo. O órgão ambiental poderá aprovar o plano ou solicitar alterações antes da liberação para o início das atividades.
Após a obtenção da licença será iniciada a próxima etapa, a ceva, procedimento utilizado para habituar os animais a se alimentarem em pontos determinados. A proposta prevê inicialmente a instalação de dois pontos de ceva dentro do parque, onde serão oferecidos milho ou cana-de-açúcar. Nesses locais também serão instaladas as estruturas para captura múltipla dos animais.
Após a captura, as capivaras serão encaminhadas para uma Base Provisória de Atendimento à Fauna, a ser instalada no próprio parque, que conta com uma sala de triagem/preparação, sala de cirurgia e sala de retorno cirúrgico.
O procedimento proposto não é de castração. “A esterilização proposta será realizada tanto em machos quanto em fêmeas, com a preservação das gônadas, justamente para manter a produção hormonal dos animais. Isso é importante para que eles mantenham seu comportamento e suas interações sociais, inclusive na defesa do território. O objetivo é controlar a reprodução sem retirar as capivaras do ambiente em que vivem”, explica Pablo Pezoa, veterinário da empresa responsável pela esterilização.
A expectativa apresentada pela empresa é de que o manejo contribua para a estabilização da população a partir do segundo ano, com evolução do controle populacional nos anos seguintes.
A importância da esterilização está na interrupção da reprodução das capivaras, medida que vai, consequentemente, evitar o surgimento de novos indivíduos no local. Com a redução e a estabilização da população, a medida busca principalmente interromper, ao longo do tempo, o ciclo de transmissão da febre maculosa, uma vez que as capivaras são hospedeiras amplificadoras da bactéria causadora da doença. Sem o nascimento de novos animais, espera-se reduzir progressivamente a possibilidade de manutenção desse ciclo de transmissão no ambiente.




