A melhor coisa para se comentar no momento? Copa do Mundo, claro. Com a beleza das jogadas e Leonel Messi, a Argentina avança, para a tristeza da equipe de Cabo Verde, liderada por @vozinha. O time africano marcou fundo o coração dos seus torcedores. Ficou na memória por sua garra, destemor e jogadas brilhantes. Por isso, não dá para dizer que Cabo Verde perdeu. Apenas não passou de fase. O mesmo aconteceu com a Croácia, de Luka Modrić. Quem acompanhou os jogos, sabe do que estou falando.
Esse troço de VAR precisa ainda ser calibrado. Não dá para anular um gol por causa de um fio de cabelo, uma ponta de pé ou de um braço esvoaçante. A tecnologia desumaniza muito o futebol. Antes, se reclamava dos erros dos juízes. Hoje, lamentam-se os excessos do VAR, uma tecnologia fria e insensível. Entendo que ambos os times acima citados foram vítimas da insensatez do VAR, aquele treco que traça uma linha de impedimento imaginária e capta um erro no que era para ser apenas um detalhe de um gol perfeito.
Mas a questão é o Brasil. Se o time de Ancelotti não dormir no ponto, não der passes para o adversário marcar, não ficar impedido nos momentos de gol, o time leva. Erling Haaland é um nome pomposo e sonoro, mas não é nenhum Deus. Se for, ele mesmo já fez a profecia e disse que o Brasil ganha. Não sou nenhum Haaland, mas acho que a intuição dele não está errada. 1 X 0 para Bruno Guimarães.
Podemos dizer, como disse o técnico de Portugal, Roberto Martínez, que a Copa do Mundo está começando agora. Na fase que inicia neste sábado (4), só tem time grande. Ganhar uma partida é como escalar o Everest. Impedir o avanço de um atacante é uma façanha para se tirar o chapéu. Acertar os toques de bola é uma obrigação de sentinelas da corte de Salomão. Qualquer deslize, qualquer falta de atenção será mortal e injustificável. A vitória virá no detalhe, de aproveitar as falhas do adversário, como sempre, mas acima de tudo, de saber construir as condições para que o adversário falhe.
Este domingo (5) será triunfal, seja para o país de Vini, seja para o país de Haaland. Os jogadores vikings terão que dobrar a força em cada remada para evitar uma queda diante da jangada nacional.



