Ladrões de galinha
Que a PGR trabalharia para tentar viabilizar uma delação meia boca, não havia dúvida
Que Daniel Vorcaro não apresentaria uma proposta de delação à altura do que ele sabe sobre os envolvidos no seu esquema de corrupção, não havia dúvida.
Que a PF não aceitaria a delação, por saber mais sobre os crimes do dono do Banco Master do que ele próprio se predispunha a contar, não havia dúvida.
Que a PGR trabalharia para tentar viabilizar uma delação meia boca, não havia dúvida.
Que o Brasil continuaria assistindo a esta novela ridícula sem ter o que fazer, não havia dúvida.
Que esse impasse pode se estender para depois das eleições, para não haver contaminação do que já está completamente contaminado, começa também a ser algo visualizável.
Vorcaro volta para a prisão comum e a queda de braços entre PF e PGR continua.
É do interesse de Paulo Gonet proteger o STF e os seus leais companheiros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli.
Mesmo que todos saibam que eles estavam no bolso de Vorcaro, o PGR trabalha para que isso não se transforme em mais uma luta em campo aberto.
O exercício será a velha receita de pudim da vovó, de manter tudo em banho-maria.
Com o tempo, o brasileiro, que tem mais o que fazer, se esquece do assunto e deixa todos os ‘acionistas’ de Vorcaro em paz.
A Justiça no Brasil só atua contra inimigos dos poderosos e ladrões de galinha.
Agora, com as novas regras para uso das redes sociais de Lula, os ladrões de galinha serão os críticos do PT.






