As pesquisas devem indicar o que de fato vai pela cabeça do eleitor. Mas, se depender das manchetes dos grandes jornais, a corrupção é o tema central e, no momento, o alvo é Lula. Quero dizer, Lulinha, filho do presidente da República, envolvido em esquema de tráfico de influência.
Na tentativa de esfriar o caso, a PGR pediu para que o caso siga para a primeira instância. Mas tudo indica que o ministro André Mendonça vai segurar o quiproquó no STF. Uma das alegações da procuradoria é de que não há nenhum nome com direito a imunidade parlamentar envolvido.
O segundo caso, o mais curioso, por sinal, é que não existe de fato nenhum contrato de empresa com o governo federal da empresa do Careca do INSS. Curioso porque o fato de um crime não ter sido consumado, de acordo com a PGR, deixa de existir tentativa de crime.
Segundo gravações da PF, em reuniões do trio rapadura – a vida é doce, mas não é mole – composto por Lulinha, Roberta Luchsinger e o Careca do INSS, até o nome de Lula é citado como sendo alguém que conhecia o esquema.
Não é possível acontecer tanta coisa na porta do gabinete de Lula, sob comando de chave de Marcola, assessor direto do presidente, e o soberano não saber de nada.
Lula dorme e os gatos fazem a festa. Lula acorda, nem um miado na praça. O que a PGR não observa, por exemplo, é que a investigação é sobre o poder de influência de Lulinha, que atuava em conluio com essa gente. Não se houve ou não contrato com o governo.
É mesmo, as eleições. Por enquanto, Flávio Bolsonaro, com todas as suas capivaras, está em vantagem no quesito exposição negativa de sua imagem na imprensa. Se isso vai lhe render votos, são outros quinhentos. Afinal de contas, Lula já disse que não sabia de nada.
O fato é que ele nunca sabe de nada, desde o tempo do Mensalão. Ele não sabia nem que o sítio de Atibaia era dele. Se fosse em programa de TV, a frase estaria pronta: “Tem pai que é cego!”.
Mas, em se tratando do presidente da República, mesmo sem saber de nada, ele deveria ser punido caso ficasse confirmado seu consentimento ao filho. Quando Lula foi eleito, sabia que o cargo não era para presidente de novela.
Será que devido a essa confusão toda há espaço para alguma mudança no cenário eleitoral ou o eleitor vai definitivamente escolher seu corrupto preferido?





