Lula busca eleitores que não votaram no primeiro turno, correspondentes a 21,07% dos votos no pleito do dia 4 de outubro.
Houve um pequeno aumento em relação a 2022, quando bateu em 20,95% na disputa entre Lula e Jair Bolsonaro.
A porcentagem deste ano corresponde a 33 milhões de eleitores. Em 2022, 32,7 milhões se abstiveram.
Só que no segundo turno da eleição anterior, 20,58% dos eleitores simplesmente ignoraram o pleito. Ou seja, praticamente a mesma do primeiro turno. O que pode se repetir este ano também.
No segundo turno da eleição passada, houve 1,7 milhão de votos em branco, 1,43% do total. Ao todo, cerca de 3,9 milhões de eleitores anularam o voto em 2022, o que representa 3,16% do total.
Portanto, pouco mais de 24% dos eleitores não escolheram nenhum candidato na eleição anterior para presidente.
É difícil imaginar que seja diferente no dia 25 de outubro próximo. Estamos falando em quase um quarto do eleitorado do país.
O X da questão é que se trata de um público indiferente e descontente, que simplesmente não vota, e ponto final.
Dificilmente alguém conseguirá tirar esse público de sua determinação, de sua letargia.
O empenho de Lula poderá, sim, mobilizar uma pequena parcela, que tende a se movimentar para ambos os lados.
Seria um empenho que resultaria em zero a zero nas urnas, creio. Sem favorecê-lo no voto que ele espera.
Antigamente, o dono da fazenda colocava todo mundo em um ônibus ou caminhão (pau de arara) e levava para o local de votação. Não tinha conversa. Mas os tempos mudaram.
Sem contar que tudo o que Lula tinha para prometer já prometeu. Há um movimento no país antiLula. Quanto mais ele insiste, mais irrita.
Lula não tem com quem se aliar para compor. Simone Tebet e Marina Silva, que o ajudaram na eleição anterior, perderam e não agregam mais nada.
É difícil imaginar Lula vencendo esta eleição apenas com sua conversa fiada de palanque. Ele aposta em Alckmin para lhe dar uma ajudinha.
Sei não, mas, em São Paulo, Alckmin poderia fazer apenas Lula perder mais alguns votos. O Chuchu já deu o que tinha que dar.




